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Benefícios da Candle Massage

No frio nada melhor do que sentir-se aquecido e relaxado!

A Candle Massage é uma massagem realizada com vela cosmética e óleo essencial de capim Santo, formando um óleo quente aromaterápico.

O óleo essencial de Capim Santo é um relaxante muscular natural, o calor do óleo formado pela vela aliado a massagem, mantem a musculatura  aquecida, facilitando a soltura dos nódulos de tensão, causando bem estar e harmonia corporal.

 
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Esta massagem faz parte de uma abordagem holística, alternando manobras suaves e tônicas para aliviar os diversos males físicos e psicológicos.

As velas utilizadas na técnica não são as mesmas comuns, que possuem a parafina como base. Elas são feitas a partir de cera de abelha ou cera vegetal (soja, por exemplo), óleos vegetais e essenciais. Devido ao baixo ponto de fusão das ceras utilizadas, não atingem temperaturas altas, portanto, não danificam a pele.

Conheça alguns benefícios desta técnica:

  • Alívio de tensões musculares, dores, fadiga e rigidez muscular;
  • Melhora em quadros de insônia;
  • Melhora da circulação sanguínea;
  • Auxilia na eliminação de substâncias tóxicas;
  • Redução de edemas;
  • Desobstrução das vias respiratórias (somente nas velas com eucalipto ou hortelã);
  • Relaxamento, aliviando os sintomas do estresse, como impaciência e irritação;
  • Hidratação da pele, entre outros.

Conheça mais benefícios da Candle Massage e outras terapias aqui em nossa cínica! 

 

Aline Gomez – Massoterapeuta 


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Qual o Caminho Para Uma Coluna Saudável?

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  • Não Permanecer em repouso mesmo na presença da dor : Nos dias de hoje ainda recebemos pacientes que tiveram indicação médica para repouso, mesmo em situações de dor leve. Todos os estudos mostram que essa indicação não traz nenhum benefício, centenas de artigos científicos de alta qualidade são publicados mensalmente pelo mundo com dados comparando populações com dor lombar que fazem exercícios (específicos ou não) com outros grupos que ficam em repouso, ou apenas mantém-se nas suas atividades essenciais do dia-dia. Todos, sem exceção mostram o quão maléfico pode ser isso para o sua coluna vertebral.

 

  • Manter-se ativo e escolher atividades e/ ou modalidades que trabalham capacidade físicas diferentes. Nosso corpo não precisa só de força, nem somente ser flexível. Nosso corpo precisa de mobilidade articular, de exercícios de equilíbrio, de controle motor e coordenação.   Nós temos mais de 400 músculos no corpo, quando estimulamos o equilíbrio, por exemplo, nosso sistema proprioceptivo aciona esses pequenos músculos para nos manter estáveis. Esses pequeninos músculos são mais profundos e mais próximos as vértebras, trazendo mais estabilidade para nossa coluna, ou seja, deixando a vértebra mais estável…. prevenindo escorregamentos e hérnias, ou impedindo sua piora quando já existente.   

 

  • Mantenha uma boa postura: A definição de postura  é composta das posições de todas as articulações do corpo em um dado momento. Ou seja, é necessário ter uma organização corporal não somente em pé ou sentado;  praticando posições diversas durante o dia ou mesmo em modalidade esportivas é importante ter um gesto funcional perfeito para aquele movimento específico, e até mesmo ao dormir,  onde passamos longas horas.  Longos períodos em uma postura ruim pode ser mais maléfico que carregar um sobrepeso por alguns minutos. Na posição sentado numa má postura, por exemplo, temos um certo esmagamento das vértebras que podem voltar ao seu tamanho normal ao se levantar, porém ao longo de anos junto com o processo de envelhecimento este processo é acumulativo. 

 

  • Dormir bem : Pouco se fala sobre a relação de dor e sono nas médias abertas, porém é durante o sono que a recuperação dos nossos tecidos acontece, inclusive a recuperação muscular. existem casos de dores crônicas que só melhoram quando o paciente passa a ter uma melhor qualidade do sono.

 

  • Boa alimentação: Nosso sistema corporal depende de combustíveis que ingerimos diariamente para um bom funcionamento.  Podemos citar, entre muitos,  as proteínas de alto teor biológico que estão ligadas diretamente na boa eficiência do nosso sistema músculo -esquelético e na sua recuperação. sistema este que dá suporte a nossa coluna vertebral, ajudando no seu alinhamento. 

 

  • Níveis de Stress: sabemos que momentos de stress moderados podem ser até motivacionais para tomarmos decisões e refletirmos sobre possíveis mudanças. O problema é que muitos de nós vivemos em níveis de stress constantes, liberando mediadores químicos que aumentam a sensação de dor e geram uma cascata de fatores: tensão muscular, dor crônica, desmotivação, depressão, isolamento social, faltas ao trabalho.  Identificar esse fator e o primeiro passo para buscar diminuir o ritmo.  

 

A prescrição de exercícios é a abordagem  mais comum, ela ajuda em todos os aspectos acima e não há nenhuma evidência científica mostrando resultados maléficos quando feito com moderação e praticados com assiduidade. 

Magalhães Clínica – Saúde e Bem Estar
Rua Jacuricí, 47 – Itaim Bibi, São Paulo – SP, 01453-030
Tel: (11) 3167-6895
Aberta de segunda à sexta, das 08h00 às 20h30
www.magalhaesclinica.com.br
Instagram e Facebook: magalhaesclinica


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Incontinência Urinária e a Qualidade De Vida Da Mulher

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Diferente do que muitos pensam, a incontinência urinária não é um problema exclusivamente de idosos, e pode acometer jovens, homens, e até crianças. E de acordo com a Sociedade Brasileira de Urologia, uma em cada 25 pessoas desenvolve a incontinência. Além disso, as mulheres tem duas vezes mais probabilidade de apresentar a condição que os homens, por conta da gravidez, do parto e de disfunções hormonais. Após a menopausa, cerca de 40% das mulheres perdem urina involuntariamente.

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Muito importante falarmos também, sobre a qualidade de vida da mulher que apresenta a patologia. A perda involuntária de urina é capaz de causar sofrimento e angústia, constrangimento e exclusão social.
Pode interferir em diversas áreas, como a prática de atividade física, bem estar mental, trabalho, social, relação sexual e até mesmo na forma de se vestir. E mesmo nestas condições, a maioria das mulheres
se sentem constrangidas em falar sobre o assunto e até mesmo de procurar ajuda médica. 

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É importante falarmos que a incontinência urinária não deve interferir na rotina. Quando isso acontece, é importante buscar um profissional e eliminar fatores que estejam agravando a situação. O tratamento depende do tipo, da gravidade e da causa. É possível investir em tratamento pouco invasivo e que ainda melhora a qualidade de vida. Um destes tratamentos é feito através de fisioterapia do assoalho pélvico, que pode ser indicada antes, como prevenção, ou após a cirurgia, indicada em casos mais avançados.
A fisioterapia pélvica consiste em fortalecer os músculos do assoalho pélvico para impedir a perda involuntária de urina. E para que seja realmente eficaz, o profissional deve ensinar ao paciente, exercícios que devem ser feitos em casa também. Além de evitar bebida alcoólica e cigarro, eliminar o excesso de peso e manter uma dieta saudável.
Todas essas medidas contribuem para o controle da incontinência urinária e também proporcionam melhora na qualidade de vida.

 

Magalhães Clínica – Saúde e Bem Estar
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Conhecendo a Fisioterapia Pélvica

A Fisioterapia Pélvica é a área da fisioterapia especializada na prevenção e/ou tratamento de todas as disfunções que afetam o assoalho pélvico. É indicado especialmente no pré e pós-parto, na menopausa ou mesmo na prática contínua de esportes de impacto.

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Para entender melhor sobre a área, devemos antes conhecer o assoalho pélvico — estrutura formada por treze músculos, fáscias e ligamentos que formam uma rede de sustentação, está localizado entre o osso púbis e o cóccix (toda a região da bacia). Esse músculo faz a sustentação dos órgãos localizados na cavidade pélvica: bexiga, reto, órgãos reprodutivos feminino, próstata.

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As alterações na musculatura pélvica podem resultar em disfunções como:

  • Incontinência de flatos (gases involuntários);

  • Incontinência urinária e fecal (Perda involuntária de urina e fezes);

  • Prolapso (bexiga caída);

  • Dor durante a relação sexual;

  • Ejaculação precoce;

  • Contração involuntária do assoalho pélvico que dificulta a penetração;

  • Disfunção erétil;

  • Dor pélvica crônica (geralmente consequência de Endometriose).

Existem inúmeros fatores que podem prejudicar a estrutura dos órgãos do assoalho pélvico, alguns deles são: obesidade, tabagismo, traumatismos, cirurgias, prisão de ventre crônica, tendência familiar, idade, múltiplos partos vaginais, alguns exercícios extremos.

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Tratamento com a Fisioterapia Pélvica

A maior parte dos problemas relacionados ao assoalho pélvico são solucionados com a Fisioterapia Pélvica. Os principais fatores abordados no tratamento são:

  • Aprender a localizar e reconhecer os músculos do assoalho pélvico. Uma grande porcentagem de mulheres não sabe onde estão ou o papel que tem o assoalho pélvico.

  • Exercer a contração dos músculos do assoalho pélvico sem contrair simultaneamente os músculos das nádegas ou coxas, se isso não for necessário.

  • Fortalecer os músculos do assoalho pélvico. Para isso, poderá ser usado equipamentos ou exercícios específicos.

  • Aprender a integrar a musculatura do assoalho pélvico em nossa vida diária. Dessa forma, saberemos como protegê-lo de esforços desnecessários e, claro, aprender como usá-lo durante as relações sexuais para torná-lo mais satisfatório para mulheres e homens.

Como exercitar o assoalho pélvico

Pompoarismo ou Exercícios de Kegel

Desenvolvidos pelo ginecologista Arnold Kegel, o sistema de treinamento muscular do assoalho pélvico é composto de exercícios que buscam aumentar a força de contração dos músculos perineais. Esses exercícios ajudam a reduzir sintomas como a incontinência urinária, melhorar a estabilidade perineal e aumentar a circulação sanguínea nas estruturas.

Ginástica Abdominal Hipopressiva

Método criado pelo Dr. Marcel Caufriez e que se concentra em trabalhar a área abdominal e o assoalho pélvico para reduzir a pressão intra-abdominal, melhorando assim o gerenciamento estático e a dinâmica corporal. Os exercícios são uma progressão de posturas onde a respiração é fundamental. Além disso, o paciente aprende a gerenciar seus músculos e preparar o corpo para uma gestão eficiente.

Outros exercícios

Os exercícios também podem ser feitos com acessórios como os cones vaginais ou o ben wa – bolinha do pompoarismo (coordenação motora e propriocepção). Assim também como massagens perineais, recursos de eletroterapia, eletroestimulação e biofeedback. A duração do tratamento varia de acordo com o paciente e suas respostas fisiológicas, assim como a disfunção que ele possui

Aqui em nossa clínica temos fisioterapeutas especializados na FISIOTERAPIA PÉLVICA feminina. Agende agora mesmo sua consulta!

Cuide-se!


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Uma boa noite de sono e a performance no esporte

Seu tempo dormindo é mais importante do que você imagina!

Insônia é o sono não reparador e insatisfatório, distúrbio que prejudica a capacidade de adormecer ou de manter o sono durante toda a noite, atinge entre 20-40% da população.

As poucas horas de sono fazem com que o atleta ou esportista tenha reflexos menos precisos e tomem decisões mais lentamente, prejudicando e muito nas tomadas de decisões rápidas em competições.

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Sabemos que a quantidade ideal de horas é individual, mas temos um mínimo aceitável para que aconteça o processo de recuperação. Na falta desse momento seu corpo sofre consequências como:

  • Distúrbios de memória; 
  • Ansiedade, depressão e irritabilidade; 
  • Baixo rendimento físico e profissional

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Para os atletas de um modo geral, é fato que, quase todos os distúrbios do sono são prejudiciais para o processo de recuperação que reduz o desempenho físico.

A atividade física de um modo geral facilita que o sono seja reparador, mas o treino excessivo também pode ser fator de distúrbios do sono. Ou seja, a moderação é caminho para tudo e para todos os tópicos que envolvem a busca pela qualidade de vida!

Atenção à postura: Levando em conta que passamos um terço da vida dormindo, as sobrecargas podem ser relevantes.

Enquanto dormimos nosso corpo entra em relaxamento, perde-se o controle da musculatura do corpo, por isso, o uso de posições adequadas, travesseiros e colchões são tão importantes. O travesseiro como suporte na altura apropriada ao seu biotipo, fazendo com que a postura de descanso favoreça o alinhamento da coluna, além de evitar contraturas do tecido muscular, que podem ser lesões extremamente prejudiciais para um atleta. Como, provavelmente, já aconteceu com você ou alguém próximo.

Recomendação: A posição mais indicada para se dormir é sempre em decúbito lateral, lembrando que é importante alternar os lados. Utilize um travesseiro para apoio da cabeça, em uma altura que se encaixe perfeitamente entre ela e o colchão, formando assim, um ângulo de 90 graus no pescoço. E outro entre os joelhos, que deverão permanecer semiflexionados. Veja a orientação nas fotos, e avalie se você está cuidado da sua postura favorecendo na melhora do sono.

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Quiropraxia entra em ação para prevenir dores e desgaste

Remar, dropar, realizar batidas, rasgadas, aéreos e cutbacks exigem bom funcionamento da coluna vertebral e das articulações do corpo. É aí que a Quiropraxia entra em ação!A Quiropraxia foi criada há 120 anos nos Estados Unidos e consiste em realizar ajustes para remover bloqueios nas articulações, devolvendo seu funcionamento normal, com enfoque principal na coluna vertebral.

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Atualmente, nos países desenvolvidos, a Quiropraxia está entre as quatro maiores profissões na área da saúde, junto com a Medicina, Biomedicina e Odontologia.

No surf, as articulações são muito exigidas não só nas manobras, mas também quando você toma aquele caldo monstro, quando é literalmente esmagado pela onda.

Depois de passar horas surfando, os atletas reclamam de dores nos ombros, pescoço, coluna e outras partes do corpo.

Não faz sentindo esperar que a dor ou a falta de mobilidade apareçam. É nessa hora que devemos procurar um Quiropraxista. Cuidando da coluna previne-se a dor, desgaste articular futuro, além de garantir um bom funcionamento do quadril, joelhos e tornozelos e evitar lesões.

Benefícios da Quiropraxia para o Surfista

• Aumento global da mobilidade do corpo;
• Melhora da performance;
• Alívio das dores;
• Relaxamento muscular;
• Sensação de bem-estar (corpo leve);
• Prevenir lesões e desgastes articulares.

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Hoje em dia a maioria dos surfistas que participam do World Surf League, Kelly Slater, Joel Parkinson, Mick Fanning, entre outros, são adeptos da Quiropraxia para que tenham o máximo de rendimento nas competições. Kelly Slater é um bom exemplo de como manter-se no auge aos 44 anos sem contusões.

O segredo está na boa mobilidade e na qualidade dos seus movimentos, o que garante agilidade, equilíbrio, e músculos contraindo com eficiência e protegendo as articulações.

Esse resultado é alcançado devido a repousos regulares, atividades físicas e a técnicas reabilitativas frequentes como a Quiropraxia.

“Muitos terapeutas ajudaram em minha carreira, incluindo Quiropraxistas, Fisioterapeutas, Massagistas e Homeopatas. Não vou muito a médicos tradicionais, exceto por uma fratura na perna. Nunca tomo remédios, só cuido da minha saúde lendo bastante sobre como me cuidar”, diz Kelly Slater.

Pedro Henrique D. Rodrigues é Fisioterapeuta e Quiropraxista. Crefito 3/94716-F


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Reeducação postural global e sua funcionalidade

A postura perfeita faz com que você realize seu exercício com o mínimo de esforço e o máximo de prazer!

Convidamos mais uma vez nossa parceira e fisioterapeuta Natalia Barjud, que escreveu sobre a reeducação postural  e da importância de manter a saúde de sua postura.

Em breve síntese, a Reeducação Postural Global trabalha com o ajuste da postura, reeduca e reforça a conscientização da percepção do paciente, com o reequilíbrio de alongamentos globais e da musculatura que sustenta a coluna vertebral, tendo em vista o tratamento das deformidades diárias decorrentes do encurtamento e rigidez do sistema musculoesquelético, sua indicação abrange os desvios posturais, dores osteomioarticulares, doenças ocupacionais, cefaleias, contratura da musculatura respiratória, alívio do estresse, ansiedade e muitas outras patologias.

Atualmente sabe-se que o padrão de inatividade, estresse e má postura estática (parado) ou dinâmica (em movimento), pode haver desequilíbrio muscular e há um desalinhamento postural e em todo o sistema muscular, podendo apresentar alterações nas curvaturas fisiológicas, encurtamentos musculares, dores e piora na qualidade de vida. Trazem a longo prazo, ao ponto de vista biomecânico, sobrecarga, desgaste e dor.

O benefício da melhora da postura é, sem dúvida, trazer ao paciente uma estabilidade muscular global, melhora da tensão muscular, reequilíbrio estático e dinâmico e melhora da funcionalidade para qualquer atividade de vida diária e esportiva. 
Já no esporte como o Surf, a flexibilidade, propriocepção, equilíbrio, alongamento, força, agilidade e técnica, são princípios básicos para um bom desempenho esportivo, sem riscos de lesões que possam comprometer o aparelho musculoesquelético.

As articulações mais fragilizadas nesse esporte como a coluna vertebral, ombros, joelhos e tornozelos, devem ser focalizadas para uma busca do realinhamento, reequilíbrio e estabilização dos segmentos para que não sofram sobrecargas durante as manobras de impacto e futuramente incapacitem o atleta de treinar e competir. O tratamento RPG pode ser indicado sem limite de idade, mas é necessário uma avaliação criteriosa do fisioterapeuta, para mensurar as alterações e realizar um atendimento individual e personalizado de acordo com as limitações, permitindo com que os músculos se automatizem a ficar em posições fisiologicamente corretas, no cotidiano, para uma vida saudável, livre das dores, durante as sessões os bons resultados são evidentes e os ganhos são imediatos.

NATALIA BARJUD-FISIOTERAPEUTA | CREFITO – 3/191445-F


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A prática esportiva e a cartilagem

A cartilagem é um dos tecidos de grande importância presente em nosso corpo. É por conta da degeneração da cartilagem que algumas doenças articulares aparecem.

Alguns exemplos comuns de tecidos cartilaginosos: menisco, disco intervertebral, lábio glenoide (estrutura da articulação do ombro), disco intervertebral. Agora que você se deu conta da importância da cartilagem, vamos falar mais sobre o assunto.

Qual a relação da cartilagem com a prática esportiva? Por que as degenerações articulares acontecem?

As degenerações articulares acontecem quando há grande solicitação mecânica, ou seja, muito uso da articulação e do componente genético (como todas as outras patologias). Em geral, atletas são pessoas que procuram estar próximos de seus limites anatômicos e fisiológicos, em busca do aperfeiçoamento constante. Muitas vezes o corpo relata esta sobrecarga através do desgaste da cartilagem, comprometendo o sistema articular.

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Por isto, a lesão da cartilagem é o maior temor do atleta. Vamos entender o porque:

As superfícies das articulações sinoviais são responsáveis pelo movimento, ele acontece perfeitamente quando existe este tecido (a cartilagem) para que os movimentos aconteçam de forma fluida, sem crepitações. Os músculos produzem os movimentos que provocam deslizamento destas articulações, que acontecem por meio da cartilagem.
Além disso, tem a função de absorção de cargas, lubrifica e absorve choques.

Mais uma vez vamos enfatizar a correção dos movimentos funcionais no esporte que você pratica, e a reeducação postural para manter as articulações bem posicionadas, prevenindo sobrecargas nesta região. Trações e fortalecimento junto a este conceito costumam ter ótimos resultados aqui na clínica.

Além disso, em alguns casos a terapia medicamentosa pode ser um auxílio. O ácido hialurônico, sulfato de glicosamina e o sulfato de condroitina, são substâncias que melhoram este tecido. Algumas pesquisas sugerem a absorção de água por esta estrutura, funcionando como uma “esponja” de proteção e de absorção.

Esta matéria serve para alertar para a prevenção, pois este tecido em nosso corpo não possui capacidade eficaz de recuperação e regeneração. Quando a dor articular aparece, já é um mau sinal. Um corpo com a musculatura equilibrada é sempre uma ótima forma de prevenção!

Cuide-se, viva da melhor maneira possível!

Camile Magalhães
www.camilemagalhaes.com.br
___________________________________________
FISIOTERAPEUTA | CREFITO 3/69656-F
Especialista em Afecções da Coluna vertebral
Rua Jacurici, 47 |Itaim Bibi | São Paulo | CEP: 01453-030
11. 95640-5005 | 11. 3167-6895


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Disfunções cervicais no esporte

Este tema é bastante complexo, pois existem diversos mecanismos de lesão que podem ocorrer devido ao excesso de treino, ou ao se praticar alguns gestos esportivos de maneira incorreta.

No surf, a maioria dos relatos estão relacionados com o uso excessivo, com sobrecarga pelo excesso de uso na mesma posição, por exemplo durante a remada.

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Embora lesões na cabeça são frequentemente documentadas na população do surf, foi realizado um levantamento baseado na web em maio de 2015, onde foi obtido um total de 50 respostas, das quais 35 (70%) relataram sofrer uma lesão na cabeça. A lesão mais comum foi a laceração da cabeça e da face.

Embora a atividade física de lazer seja importante para a saúde, como é o caso da grande maioria dos surfistas, ou seja, não é o surfista
profissional. O exercício físico regular como um preparo físico pode ser o melhor caminho.

As causas de lesões na região cervical podem ser por traumas diretos ou indiretos, geralmente no fim de um movimento. Aqui estão
alguns dos fatores de risco:

  • Inexperiência e pouco conhecimento dos perigos inerentes ao esporte;

  • Treinamento inadequado;

  • Falta de supervisão ou orientação

  • Capacidade física dos atletas (como altura, peso e agilidade);

  • Aumento de competitividade.

  • Em resumo, as lesões mais diagnosticadas na região cervical:

Hérnia de disco
No caso da lesão ocorrer apenas no disco intervertebral, o esportista relata dores cervicais mais centralizadas, espasmos musculares
e perda da amplitude de movimento devido à dor. Já, quando o disco herniado comprime uma raiz nervosa, os sintomas são dores e parestesias, déficit de força muscular referentes ao nervo acometido também são relatados.
No caso de lesão crônica, a rigidez cervical também pode estar presente.

Espondilose
É quando uma vértebra desloca sobre a outra, ou seja, o alinhamento esta comprometido, ocorre um deslocamento entre duas vértebras
ou mais.
Geralmente assintomática, pode produzir uma variedade de sintomas e alterações tardias, como uma doença degenerativa.
A dor da espondilose geralmente é sentida em ambos os lados da região lombar, em alguns casos esta dor pode ser irradiada para
as nádegas e parte posterior da coxa.

Radiculopatia
Muitas vezes causada por um problema que ocorre nas estruturas da parte posterior da coluna vertebral, incluindo vértebras,
medula espinal e os nervos, discos, músculos, tendões e ligamentos.
A incidência de radiculopatia em atletas ainda não foi muito bem documentada.
A queixa principal pelo atleta é a perda da força muscular, porém, geralmente esse défice vem acompanhado de dor e parestesia.
Os sintomas geralmente se iniciam na cervical, respeitam o trajeto do dermátomo envolvido e normalmente irradiam somente para um dos lados.

Lesão de plexo braquial
O plexo braquial é um agrupamento de raízes nervosas, originando cinco nervos que controlarão os movimentos e sensibilidade
do ombro, braço, antebraço e mão.
Assim como a radiculopatia, pode ser causada por estiramento ou compressão desses nervos.
Geralmente, os sintomas neurais de lesão do plexo braquial são transitórios, podem se manifestar como sensação de “queimação”,
“choque” ou “dor lancinante” e podem irradiar pelo membro superior. O paciente relata fraqueza de músculos inervados.
Estes sintomas geralmente melhoram espontaneamente. Alguns atletas podem relatar fraqueza de membro superior por algumas semanas.

Distensão e estiramento cervical
Lesão muito comum entre os atletas, o estiramento consiste no alongamento das fibras musculares além do limite. A distensão
envolve os músculos e sua estrutura, enquanto o estiramento envolve os ligamentos cervicais.
Os sintomas mais comuns são: inchaço, inflamação, dores musculares, hematoma devido a ruptura das fibras musculares, redução
da força, rigidez muscular e tecidos duros.

Distúrbios facetários
Disfunções facetárias são muito comuns entre os esportistas, e o tratamento, na maioria das vezes, é conservador. Geralmente
ocorrem durante os movimentos de hiperextensão cervical ou movimentos extremos de rotação.
Dão origem a sensações dolorosas na região do pescoço, podendo se manifestar até a região do ombro e das escápulas sem reproduzir
irradiações para as extremidades.

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São uma das principais causas de dor musculoesquelética, normalmente um ponto- gatilho (PG) é desenvolvido por: sobrecarga muscular, estresse emocional ou traumas severos, microtraumas repetidos. O paciente relata pontos críticos onde a dor é pior.
Com esta ineficiência muscular ha fraqueza muscular, cãibras musculares, falta de mobilidade, alterações sensitivas como formigamento,
queimação e pontadas.

Em todos os casos o mais prudente é procurar uma equipe multidisciplinar com medico e fisioterapeuta que irá diagnosticar e indicar o melhor tratamento.

 

Camile Magalhães
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FISIOTERAPEUTA | CREFITO 3/69656-F
Especialista em Afecções da Coluna vertebral
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Programa de Mindfulness para Qualidade de Vida

Já contamos aqui no site um pouco sobre este tipo de terapia meditativa Mindfulness.

Este convite é destinado à todos que sofrem com o estresse e ansiedade do dia a dia, e que querem de alguma forma melhorar a sua qualidade de vida e aprender como se relacionar melhor com si mesmo e com o mundo à sua volta.

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O programa de 8 semana é eficaz na melhora da concentração, promove maior equilíbrio e reduz sintomas de dores crônicas, entre outros benefícios.

A chave para uma vida mais plena e feliz está no momento presente.

Recentemente inúmeros estudos tem demonstrado os benefícios da prática de mindfulness para: concentração, memória, percepção do estresse, ansiedade, depressão, fadiga, dor crônica, distúrbios alimentares, entre outros.

Serão 8 encontros, semanais e presenciais, onde a intenção é criar um espaço de abertura e confiança para que cada participante se sinta acolhido para cultivar esse estado de atenção plena e vivenciar aquilo que emergir em sua própria experiência. Além dos encontros, cada participante também receberá material didático para dar continuidade às práticas em casa, complementando assim, o trabalho nas sessões. Nos encontros serão abordados os seguintes tópicos:

  • Técnicas de respiração
  • Práticas guiadas de meditação
  • Instruções para aplicações diárias
  • Apostila e pen-drive com práticas guiadas 
  • Discussões em grupo sobre experiências, dúvidas e dificuldades sobre como incorporar as práticas no dia a dia.

*Favor enviar comprovante por e-mail até 1 dia antes do primeiro encontro (12/4) para garantir a sua vaga no grupo.

– Política de Reembolso: em caso de desistência do participante após ter participado APENAS do primeiro encontro, será reembolsado em 80% do valor do curso. Em caso de ausência ou desistência após o participante ter comparecido a mais de 1 encontro, NÃO será reembolsado nenhum valor.

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Fernanda Migueres, 33 anos, é instrutora de Mindfulness certificada pela Unifesp. Atualmente ministra palestras e workshops e cursos de mindfulness em São Paulo
Contato: fernanda.mindfulness@gmail.com Site: www.soumindfulness.com.br
 
Para fazer sua inscrição envie um e-mail para: fernanda.mindfulness@gmail.com ou clique aqui.
 
 

 


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Sente muita dor de cabeça? A causa pode estar relacionada à sua coluna

A dor de cabeça pode estar relacionada a diversos fatores, todos estamos sujeitos a ter pelo menos uma vez na vida uma crise de dor de cabeça.

Mas hoje iremos falar sobre a dor de cabeça causada pela má postura, que aparece por conta de maus hábitos que cometemos no dia a dia e nem percebemos. 

Atualmente as dores de cabeça provenientes de má postura são muito comuns, as causas estão relacionadas aos maus hábitos das pessoas, como por exemplo, o uso excessivo de celular. Os casos de “text neck” (pescoço de texto) são cada vez mais comuns nos consultórios, geralmente causando dores na cabeça, ligadas a tensões na nuca e no pescoço, isso ocorre devido ao tempo que o paciente fica inclinado na mesma posição (indevida) para ficar olhando a tela do celular. Essas dores podem ser levadas para o braço e ombro, são chamadas de cefaleias cervicogênicas.

Também é muito comum hoje em dia sentir tais dores na cabeça por conta de estresse, ansiedade e tensão ou torcicolos. Essas causam dor unilateral na altura dos olhos, e na região lateral e posterior da cabeça, alterações na cervical (do pescoço e da nuca) geralmente é uma das principais causas, elas podem estar relacionadas a alguma doença cervical como, hérnia de disco, osteoartrose, ou contraturas, torcicolos e problemas posturais que levam a dores fortes na cabeça.

cefaleia cervicogênica, que afeta na maioria dos casos as mulheres, em um ou nos dois lados da cabeça, pode causar também náuseas e sensibilidade à luz. Existe uma dificuldade para diagnosticar esta dor, já que pode ser muito bem confundida com a enxaqueca e a cefaleia tipo tensão, os tratamentos para trata-las não beneficiam a dor de cabeça da coluna.

Quando diagnosticado, o mais indicado é procurar um fisioterapeuta, que irá corrigir a postura. E em alguns casos é indicado unir a fisioterapia a tratamentos de técnicas de relaxamento manual, como a quiropraxia e massagens relaxantes.

Faça-nos uma visita e indicaremos o melhor tratamento para você!

Para quem teve a sorte de não ter tido nenhuma dessas dores, é indicado que se previna! Não é preciso muito, todos devem relaxar a musculatura, se alongar e praticar exercícios regularmente. Mude seus hábitos, se movimente, tente excluir de sua rotina alguns vícios maléficos à saúde. Somente assim contribuirá para a nutrição da coluna.


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Tríade da mulher moderna

Em homenagem ao dia da mulher, nesta semana vamos falar sobre a tríade da mulher atleta (TMA), definida como o desequilíbrio entre a disponibilidade de energia, a função menstrual e a densidade mineral óssea.

O Surf fez parte da minha adolescência, numa época em que surfar com uma “prancha com quilhas” não era nada comum entre mulheres…. apesar destes momentos serem raros na minha rotina hoje, lembro a superação diária ao vencer os olhares estranhos e o aprendizado sozinha numa época em que nem escolinhas existiam, nem mesmo achava roupas femininas em surf shops.…. Hoje as meninas do nosso Brasil são a maioria nas escolinhas. Palmas para elas!

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A disponibilidade de energia, nada mais é do que a ingestão energética através da dieta em relação ao gasto de energia, se não existe este equilíbrio o corpo se degrada.

Mesmo sendo tão importante, geralmente, atletas não dão a devida importância ao tema, por isso, a informação é a melhor forma de se prevenir, para que a mulher não seja afastada de suas atividades ou tenha sua saúde prejudicada.

Consumo de energia

A busca incessante por um corpo magro e “perfeito” faz com que mulheres desenvolvam hábitos alimentares inadequados.

Dessa maneira, é comum que estas mulheres tentem a mudar sua composição corporal, fazendo dietas restritivas, pulando refeições, ou utilizando hábitos purgativos (como laxantes, diuréticos e indução ao vômitos).

Alguns relatos incluem a cobrança de patrocinadores, mesmo que de forma indireta, nesta busca incessante do perfeccionismo exagerado. A pressão familiar, quando a atleta é responsável por grande parte da renda familiar, também é relatada.

Disfunção Hormonal

As alterações hormonais que podem acometer são:

– a anovulação (ausência de liberação de um óvulo pelo ovário);

– a amenorreia primária (ausência de menstruação após os 14 anos)

– a oligomenorreia (ciclos com intervalos maiores que 35 dias);

– a insuficiência lútea e a amenorreia secundária (ausência de menstruação por 3 meses ou mais).

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Ciclo Menstrual

Observe seu ciclo se ele esta dentro do padrão de normalidade, a eumenorreia é caracterizada por ciclos menstruais mensais regulares, com intervalo de 21 a 35 dias e duração de 7 dias no máximo.

Disfunção hormonal e Baixa densidade mineral óssea

O estrogênio é responsável pelo equilíbrio entre a ação de osteoclastos e osteoblastos durante o processo de remodelação óssea. Quando a reabsorção é
acelerada na ausência do estrogênio, o osso se torna mais susceptível à lesões. É comum o aparecimento de microfraturas ósseas denominada fratura por stress. Felizmente não é comum no surf, mas a corrida ou outros esportes que envolve impacto e que fazem parte
do condicionamento geral de qualquer praticante facilita o surgimento da mesma.

População de risco e consequências

Apesar de a busca pelo diagnóstico ser constantemente relacionada a atletas de alto rendimento, vale ressaltar que mulheres de qualquer nível competitivo
podem apresentar as condições relacionadas à TMA,
principalmente pela preocupação imposta pelos padrões sociais. Aqui no consultório temos casos de não atletas, mas com um nível de treinamento
alto ou início sem respeitar uma progressão ideal.

Qualquer Individuo tem fisiologia única, endócrina
e traços psicológicos pessoais. Essas características podem colocá-la em risco para o desenvolvimento da tríade da mulher atleta.

Vale ressaltar que outras alterações menstruais devem ser investigadas antes de se concluir que as alterações menstruais estejam associadas à prática
esportiva.

O restabelecimento da saúde hormonal e a regularização do quadro de hipoestrogenismo é essencial para que seja interrompido o processo de perda óssea.
O aumento de aporte de cálcio e de vitamina D, apesar de controverso, tem sido preconizado em estudos recentes. Consulte seu médico, existem ginecologistas especialista em desporto.

Estudos também mostram que as alterações hormonais tendem a se regularizar com um aporte calórico adequado. A baixa densidade mineral óssea que leva
a fratura por estress deve ser avaliada e tratada por um ortopedista e fisioterapeuta para a liberação para o esporte.

Entre as abordagens utilizadas vale enfatizar manter treino muscular e minimizar o treino cardiovascular para que o gasto de energia seja diminuído por
um período.

Observe-se!!!!!

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Você sabe planejar seu treino?

Todos sabemos o quanto a prática da atividade física pode influenciar na nossa qualidade de vida. Os benefícios são maiores ainda quando você organiza e planeja seu treinamento, para que o resultado não traga efeitos contrários como lesões e sobrecargas, ou mesmo a estagnação da performance, o que mostra muitos estudos.

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Minha primeira Especialização foi em Fisiologia do Exercício, pensei que ao usar os princípios da Fisiologia na reabilitação iria diminuir a recidiva (o reaparecimento da lesão), e prevenir que outras aconteçam, ou seja condicionar ao mesmo tempo que reabilitação acontece…. Foi o que aconteceu!

Para toda e quaisquer prescrições de exercícios, deve ser levada em consideração os princípios básicos da Fisiologia do exercício, descritos abaixo para que entenda melhor as características que seu treino deve ter.

Princípio da Individualidade
A resposta do corpo ao mesmo estimulo pode ser diferente em cada um de nós, nossa individualidade, a genética. É improvável
que todos os indivíduos apresentem exatamente as mesmas adaptações a um determinado programa de treinamento, ou seja, você pode responder muito bem a um tipo de treinamento e a outro não.

Princípio da Especificidade
As adaptações do treinamento são totalmente específicas ao tipo, volume e intensidade. O programa de treinamento deve forçar os sistemas fisiológicos que são fundamentais para o desempenho ideal num determinado esporte. Ou seja, se você quer ser um bom surfista, tem que passar muitas horas na água e estar com a musculatura preparada para isto.

Princípio do Desuso
Ao parar o treinamento, o estado de condicionamento físico irá cair a um nível que supre somente ao seu metabolismo do uso diário. Duas semanas ou mais sem treinamento já são capazes de produzir perdas significativas, a vantagem é que um individuo treinado possui uma “memória” muscular que se adapta mais rapidamente ao retorno ao treino.

Princípio da Sobrecarga
À medida que os músculos se tornam mais fortes, é nescessária uma resistência proporcionalmente maior para estimular ganhos adicionais. Tal princípio vale para as adaptações ao treinamento de qualquer capacidade, como força, resistência, equilíbrio, condicionamento cardio-respiratório etc.

Resumindo, o melhor caminho é diversificar o seu treino. Consulte um bom educador físico para isto. 

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Princípio da Periodização
Na periodização, o volume e a intensidade do treinamento são variados no decorrer de um macrociclo, que, geralmente, é de um ano de treino. Um macrociclo é composto por dois ou mais mesociclos podem ser escolhidas pelas datas de competições importantes por exemplo. Cada mesociclo é subdividido em períodos de preparação, de composição e transição.
É importante que na sua periodização exista os momentos de recuperação ativa (dias de treinamento mais fácil) e dias
sem treino. 

Bons treinos….

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Fadiga

Category : Esporte

Você “ouve” seu corpo?

A fadiga é um meio de defesa que o corpo apresenta para se prevenir de lesões mais agressivas. Nesta situação o praticante do esporte recreativo ou de alto rendimento é incapaz de gerar tensão muscular prejudicando e reduzindo seu desempenho.

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Vamos falar dos principais aspectos:

Fadiga crônica

Para cada estímulo muscular existe um processo de recuperação, que depende de toda a cadeia para manutenção do metabolismo, como dormir, comer, etc…

Quando este processo é incompleto e repetitivo se instala a fadiga crônica. Os efeitos maléficos vão além do desempenho muscular, como alterações de humor, no sistema hormonal e na imunidade.

Fadiga aguda

Acontece em uma única sessão de treino devido a alterações fisiológicas que impedem a execução do exercício. A fadiga aguda traz consequências centrais e periféricas como, alterações no funcionamento cerebral e alterações diretamente ligadas a musculatura respectivamente.

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Nosso corpo é tão inteligente que avisa que a manutenção do esforço específico naquele momento pode gerar outras lesões mais sérias. Resumindo, o cérebro manda informações que impedem o bom funcionamento do tecido muscular e o reabastecimento de energia, impedindo o desempenho no movimento. Isso acontece como um sinal para as extremidades e músculos antes de provocar qualquer dano em órgãos vitais!

Em um artigo publicado no Sports Medicine são relatadas algumas considerações adicionais, tais como temperatura da água, reposição de líquidos, a técnica e biomecânica do esporte, preparação física, equipamentos de segurança e familiaridade com o ambiente de treino.

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Cuide-se, respeite seu corpo, ele é seu bem mais precioso!

 

 


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Fisioterapia para Disfunção Temporomandibular – DTM

Segundo a Academia Americana de Dor Orofacial, a DTM é definida como um conjunto de distúrbios que envolvem os músculos mastigatórios, a articulação temporomandibular (ATM) e estruturas associadas.

A alteração mais comum é a hiperatividade muscular, mas a alteração postural, sobrecarga na coluna cervical, estresse diário e ausência do sono, podem ser alguns dos fatores contribuintes ao desenvolvimento das DTMs.

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As disfunções ocorrem nas articulações mandibulares e músculos faciais que controlam esse movimentos, comprometendo o regular e bom funcionamento dos movimentos mastigatórios e causando dor. Em geral, a DTM pode ocorrer com qualquer pessoa, mas em especial entre mulheres na faixa etária de 20 a 40 anos.

Pacientes com queixa de dor na ATM, acabam recorrendo a diversos profissionais da área da saúde para se ver livre do problema, que pode se manifestar em torcicolos, cefaleias, estalidos articulares, zumbidos, tonturas e até limitação cervical e escapular, abertura e fechamento da boca, dentre outros. 
Em muitos casos, o tratamento é não cirúrgico e é realizado pela fisioterapia em conjunto com outros profissionais, para um bom prognóstico e melhora significativa.

Com o objetivo de equilibrar a musculatura que envolve a ATM, aplicação de técnicas adequadas por um fisioterapeuta apto, tem o intuito de promover o alívio das dores, corrigir a postura, ganhar e manter a força muscular, promover a consciência funcional, o que reflete na prevenção de aparecimentos de novos sintomas e consequente ganho de qualidade de vida ao manter corpo e mente saudáveis.

 

 

Natalia Barjud
FISIOTERAPEUTA| CREFITO- 3/191445-F


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Lesões no Joelho

O Joelho é umas das articulações mais estudadas no esporte. Uma lesão nos joelhos pode atingir qualquer um dos seus ligamentos, tendões ou bolsas sinoviais que envolvem a sua articulação, bem como os ossos, cartilagens e ligamentos que formam o conjunto articular.

Já no surfe, devido às atuais manobras que estão cada vez mais complexas, as lesões nos joelhos têm sido cada vez mais frequentes. Isso pode ocorrer durante uma manobra feita de saltos com rotação da cintura pélvica e das articulações dos joelhos. A falta de fortalecimento dos grupos musculares das pernas pode ser atribuído a este quadro.

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Dor e inchaço são os principais sintomas da lesão, mas varia a cada caso, também é comum a dificuldade para apoiar o pé no chão, esticar ou dobrar completamente a articulação.

No caso da lesão parcial do ligamento cruzado, lesões não relevantes de menisco e lesão dos ligamentos laterais, normalmente é indicado pelo médico o tratamento com anti-inflamatório, bolsa de gelo e fisioterapia. Quando o caso é rompimento do ligamento, luxação patelar com episódios repetitivos por exemplo, a única solução é costurá-lo através de cirurgia.

Para o tratamento cirúrgico ou conservador (fisioterapia) é importante avaliar a resistência do membro inferior, ajustes posturais, desiquilíbrios musculares, estabilidade da articulação, e assim traçar um tratamento específico para que o atleta tenha a possibilidade de voltar a praticar o esporte o mais rápido possível.
Em estudo feito com surfistas dos EUA e Austrália constatou que de 13 a 15% das lesões superficiais ou profundas acontecem nos joelhos, mas geralmente, de gravidade baixa, poucos com necessidade de tratamento profissional, internação hospitalar ou intervenção cirúrgica.

Outro estudo avalia a força do músculo quadríceps de doze surfistas masculinos que praticam o esporte há mais de 10 anos, e compara com os resultados de pessoas não treinadas.

Os valores de resistência do nosso grupo de atletas além de serem superiores é referido na literatura como apresentando um bom estado de treino. Em vista destes resultados pode-se concluir que, uma formação específica de longa duração como o surf vai mudar as características de resistência dos músculos do quadríceps, apesar de que nenhum dos surfistas tenham empreendido um extenso treinamento de força para a extremidade inferior.

 

 

 


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Técnicas de manipulação das Fáscias e Reeducação Postural

Manipulação das Fáscias – A intervenção manipulativa das Fáscias, também conhecida como Manipulação Neuroconectivas, é uma opção de tratamento das disfunções e dores, sendo, desde que realizada de forma adequada por um profissional fisioterapeuta especializado, capaz de aliviar as tensões e promover a fluidez das regiões acometidas, consequentemente o bem estar do paciente.

Mas para entender a importância desta técnica, é fundamental saber que a fáscia é uma lâmina de tecido conjuntivo contínua espalhada pelo corpo todo, sua função é estar em volta de toda a estrutura, ajudando a proteger e dar suporte, além de promover separação entre ossos, órgãos, vasos condutores e músculos, inclusive criar espaço entre nervos, vasos condutores da linfa e do sangue.

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As fibras da fáscia, quando submetidas aos esforços excessivos, se engrossam, adensam e/ou perdem a elasticidade, ou seja, ficam mais curtas ao se recuperar, o que pode prejudicar as relações harmônicas entre os músculos, forçando o corpo a se adaptar, entretanto o resultado é sentido na tensão gerada, influenciando até em pontos distantes ao da origem do problema.

A técnica de Manipulação das Fáscias pode ser aplicada em qualquer tipo de paciente, assim como ser combinada com outras formas terapêuticas, pois consiste num tratamento simplificado, rápido, eficaz quando bem direcionado, viabilizando, numa mesma sessão, resultados proveitosos da intervenção, com o imediato alívio do objetivo trabalho.

A Reeducação Postural

Considerando a unicidade do ser humano e suas reações subjetivas, a gênesis da causa do problema afastada da consequência e ao tratar o corpo de modo geral, encontra-se os princípios norteadores da individualidade, causalidade e globalidade que servem como princípios norteadores da Reeducação Postural.

Com atendimento individualizado realizado por profissional fisioterapeuta especializado, o objetivo principal da Reeducação Postural é a prevenção e manutenção através da postura, com alongamentos das cadeias musculares do corpo, somado aos exercícios prescritos ao paciente e trabalho de conscientização, melhorando significativamente as percepções corporais, com impacto significativo e positivo na qualidade de vida.

Esse trabalho, tem indicativo em gama enorme da fisioterapia, em especial nos tratamentos dos distúrbios posturais de coluna, má postura, desvios ortopédicos, traumáticos, lesões e inflamações osteoarticulares, nas patologias reumáticas e doenças respiratórias, com ajuste no desequilíbrio muscular.

Momentos difíceis na vida, como ansiedade, stress, cansaço, angústia todos passam, o que sem dúvida, nos casos potencializados, refletira no corpo e em dor, contribuindo para acúmulo de mal-estar, com a reeducação, o paciente tem a alternativa de equilíbrio e reestabelecimento, para viver sensações boas e se sentir melhor, numa ferramenta para ser condescendente consigo mesmo.

Natalia Barjud
FISIOTERAPEUTA| CREFITO- 3/191445-F

 


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Lesões esportivas e cabeça do atleta

O tema de hoje tem relação direta com a psicologia. Nós fisioterapeutas também precisamos entender e trabalhar com uma equipe multidisciplinar, já que estes fatores psicológicos afetam o processo de recuperação do indivíduo.

A prática de atividade física ou de modalidades esportivas está associada a uma maior probabilidade de lesões. Pior ainda é perder horas esparramado, ocioso e com um possível quadro de depressão no futuro. 

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Com os nossos meninos campeões do surf e a popularidade do esporte em alta é bem provável que a modalidade ganhe mais adeptos e, consequentemente, o aparecimento de lesões aumente também.

Podemos citar quadros de negação da lesão, resistência ao tratamento, preocupações financeiras acerca do futuro esportivo, insegurança, medo, drop-out (abandono do esporte) e burnout (síndrome caracterizada pelo esgotamento físico, psíquico e emocional, em decorrência de um treinamento ou atividade estressante).

Alguns treinos aperfeiçoam a qualidade da preparação esportiva, como os treinamentos que desenvolvam maior consciência corporal. Fisioterapia também pode ser utilizada como complemento do treino.

Melhorar a autoconfiança em atletas influencia o afeto, o comportamento e as cognições, assim como frases motivacionais incorporadas aos exercícios são um meio de alcançar este objetivo.

Para alguns autores, a confiança desperta emoções positivas, facilita a concentração e aumenta o nível de esforço.

Tudo isso interfere no “momentum psicológico”, termo utilizado para sensações e mudanças que o atleta torna determinantes entre vencer e perder, lutar ou se entregar.

Durante a recuperação de uma lesão as metas precisam ser reais, desafiadoras e motivantes. Isso interfere positivamente no tratamento. Mas elas são de curta, media e longa duração, dependendo do caso, para que não haja recidiva da mesma, ou seja, o reaparecimento da lesão.


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Coluna Vertebral: Quais os músculos mais importantes do centro do corpo

A Coluna Vertebral influencia a saúde do sistema nervoso, músculos e órgãos internos, mesmo com estas características a atenção à coluna vertebral é negligenciada. Esportistas, atletas e frequentadores de academia dão mais importância às pernas e braços, por exemplo, por serem regiões esteticamente mais importante do que para o fortalecimento da musculatura da coluna.

Outro motivo é por pouco apreciarem os exercícios específicos para a coluna vertebral.

Não posso deixar de citar também o receio de alguns profissionais, quando o individuo apresenta histórico de hernia discal ou crise pré existente. Por conta do medo de sobrecarregarem com os exercícios, o que traz piora a situação devido a fraqueza localizada na região.

A forma mais segura de fortalecer esta região é o Fortalecimento do centro, muitas vezes chamado de Estabilização Lombar. Esta técnica tem sido usada para treinamento e também como um regime terapêutico para o tratamento de dor nas costas. Ou seja, é usar o fortalecimento dos músculos que fazem a sustentação da coluna minimizando o uso da articulação da mesma, ou seja, sem movimentos que exigem grande mobilidade articular num primeiro momento.

Estabilidade do centro do corpo e o seu controlo do motor tem sido mostrado que dão o “start “ dos movimentos funcionais, conforme necessário nas modalidades esportivas. Esportistas usam o centro de força para melhorar o desempenho e prevenir lesões não somente na coluna, como também nos outros membros.

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É comum aqui no consultório receber atletas ou esportistas que possuem estes músculos trabalhados, porém não é apenas a força adequada dos músculos abdominais, extensores da coluna vertebral, glúteos ou qualquer outra musculatura. O fator mais importante neste caso, é que esta estabilização do centro seja realizada através de uma coordenação precisa destes músculos. Para esta análise os Fisioterapeutas usam o Stabilazer, um aparelho que ajuda na precisão deste controle.

Os grupos dos músculos abdominais, glúteos, do quadril, e eretores da espinha trabalham em conjunto para fornecer a estabilidade vertebral, deste conjunto os principais são os:

  • Transverso do abdome;
  • Glúteo médio;
  • Multifidus.                                                                       

Definição de Músculo: Tecido orgânico que através da contração muscular produz um movimento no organismo animal.

Do conjunto dos músculos mais importantes para a estabilização da coluna escolhemos alguns para descrevê-los:

Multifidos: Músculo da coluna que possui capacidade de controle fino dos movimentos das vértebras lombares do atleta. O Multifido
é o maior músculo que atravessa a junção lombo-sacra, sugerindo que ele seja o músculo mais capacitado a oferecer sustentação nesta região. Curiosamente ele fica na região L4 e L5 (4º e 5º vértebra Lombar) e L5 e S1 ( 5º vértebra e 1º sacro), onde justamente
ha maior incidência de patologias na coluna, sugerindo que devemos dar mais atenção a ele.

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Transverso abdominal: O próprio nome já diz que esta musculatura é transversal, que se estende de um lado para o outro, proporcionando
um cinturão de sustentação. É uma musculatura que aguenta permanecer muito tempo em contração e alguns estudos comprovam que atletas que possuem esta proteção tem menos lesões não so na coluna como em outras estruturas do corpo.

Glúteo Médio:
Apesar de pouca importância dada aos músculos da região glútea, eles também tem seu papel, não só estético.
Estudos mostram que esta musculatura localizada na lateral do quadril, ao ser fortalecida é
uma ferramenta útil para prever a ocorrência de dor nas costas em atletas com e sem história de dor lombar, quando fortalecido traz menos “jogo” nos movimentos da estrutura, do quadril e da região lombar.

Nossas fotos mostram poucos dos muitos exercícios que ativam os músculos do centro! Bom trabalho!


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Yoga e a Coluna Vertebral do Esportista

“O objetivo e apogeu do yoga é o vislumbre da alma, mas ele tem vários efeitos colaterais que são a saúde, a felicidade, a paz e o equilíbrio.” BKS Iyengar

Yoga é uma prática multimodal (mente e corpo), uma técnica milenar praticada por sábios e iogues como forma desejável de vida saudável.

O próprio significado de yoga é alcançar um equilíbrio dentro do ambiente interno e externo. 

Há inúmeros artigos científicos publicados associando o Yoga como um tratamento complementar eficaz para melhora da dor lombar e outras patologias, e não somente como atividade preventiva.
No geral, os relatos com a prática são: o alívio da dor e rigidez, melhora da função, a melhoria da aptidão física, e também o bem-estar geral (incluindo o bem-estar mental). Uma prática cada vez mais popular que tem vários objetivos, dentro das capacidades físicas promove a flexibilidade, força, resistência e equilíbrio.

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Pensa-se que a prática de “Pranayama” ou exercícios de respiração, “Asana” ou posturas específicas e Meditação, trazem ao longo de um período ao praticante uma diminuição na taxa respiratória e frequência cardíaca, relaxamento muscular, junto com o acalmar da mente, o que pode ser interpretado como uma diminuição do estado de excitação.

Outro fator importante é que a dor originada da coluna vertebral traz um padrão cinesiofóbico, que é o medo de alguns movimentos. Estes artigos mostram que os praticantes de yoga tem menos tendência a desenvolver este padrão, ou seja, rapidamente conseguem se envolver em outras atividades ou voltar ao surf, acelerando sua recuperação por não permanecerem grandes períodos em repouso.
As descobertas sugerem ainda que pode haver uma relação entre a prática de yoga e maior acuidade tátil na região lombar. Acuidade tátil nas costas relaciona-se com controle lombo pélvica voluntária (característica menor em pacientes com dor lombar crônica).

É importante ressaltar que em alguns casos específicos, como uma hernia discal extrusa por exemplo, o excesso de alongamento pode ser contra indicado, vale a opinião de um especialista.

Para os praticantes ou afins, existe na Índia, em Varkala, o Soul and Surf, um local específico para unir o surf durante o dia e a prática de Yoga no final da tarde no terraço do hotel… Parece uma ótima ideia!

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Conheça o Mindfulness

Quando você está com a cabeça cheia, o melhor caminho talvez não seja esvaziá-la, mas sim treinar o seu “músculo da atenção”.

A sociedade contemporânea está ficando doente. Nos queixamos de estar cada vez mais “estressados” e frequentemente usamos essa palavra para dizer que o dia foi corrido.

cheio de coisas para fazer, mas isso não necessariamente gera sinais de estresse, um mecanismo fisiológico sem o qual nem o ser humano nem os animais teriam sobrevivido até os dias de hoje.

O estresse, na realidade,  ocorre naturalmente em nossas vidas, em resposta aos desafios fisiológicos e psicológicos do cotidiano. Nosso corpo responde a esses desafios ativando mecanismos comportamentais, neuroendócrinos, imunológicos e metabólicos que nos ajudam a enfrentar esses estímulos “estressores”.

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O problema é quando o estresse se torna disfuncional – isto é, quando sentimos que a demanda lá fora é maior do que a nossa capacidade ou energia interna para supri-la. É quando nos deparamos com nossos limites – e não os respeitamos.

Isso gera vários prejuízos à nossa saúde. Nesse contexto, Mindfulness (“atenção plena”, em português) surge como uma valiosa ferramenta para lidarmos com as situações desafiadoras do dia-a-dia sem entrarmos em combustão interna.

Mindfulness é um estado mental que emerge quando se presta atenção, de forma intencional, com uma atitude curiosa e não-julgadora. Você foca no momento presente e se deixa permear pelo acontece a sua frente, sem se impor decisões instantâneas ou reações precipitadas. Mindfulness, portanto, é uma habilidade que pode ser treinada com técnicas vivenciais que integram corpo e mente.

Mindfulness vem ganhando interesse nos últimos anos. Apesar de ter suas raízes no Budismo, Mindfulness é uma prática laica, ou seja, é desvinculada de um contexto cultural, étnico ou religioso. Isso permite que qualquer pessoa possa incorporá-la em seu cotidiano – como o objetivo de viver melhor e de sofrer menos. Além disso, Mindfulness se traduz em técnicas simples, acessíveis a indivíduos de qualquer faixa etária ou nível educacional, como por exemplo, a atenção plena na respiração, na qual a âncora para se focar no momento presente é a nossa própria respiração ou ainda, o Body Scan (Escaneamento Corporal), na qual utilizamos nosso corpo estarmos presentes.

As intervenções baseadas em Mindfulness  têm sido estudadas cientificamente e, atualmente, seus benefícios podem ajudar pessoas com diagnósticos de câncer, ansiedade, depressão, dor crônica, cardiopatias, entre outros transtornos relacionados ao “estresse”. Ela também ajuda indivíduos considerados “saudáveis”, mas com níveis elevados de estresse em seu dia-a-dia, como alguns profissionais, estudantes de ponta e atletas de alto nível.

Estudos com profissionais da área da saúde, incluindo equipes de Atenção Primária à Saúde, têm evidenciado que a prática da meditação ou a participação em um programa de meditação pode melhorar o manejo de situações estressantes no dia a dia de trabalho, com menor risco de desenvolvimento de burn-out (síndrome de esgotamento profissional) e melhora de indicadores de qualidade de vida associada ao trabalho.

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Trinta minutos diários de meditação podem atenuar sintomas de ansiedade e depressão, segundo uma nova pesquisa da Escola de Medicina da Universidade Johns Hopkins. Para realizar a sua revisão, os pesquisadores analisaram 47 ensaios clínicos feitos até junho de 2013, com 3.515 participantes, envolvendo meditação e vários problemas de saúde física e mental, incluindo depressão, ansiedade, estresse, insônia, uso de drogas, diabetes, doenças cardíacas, câncer e dor crônica. Eles observaram melhoras nos sintomas de ansiedade, depressão e dor depois que os participantes foram submetidos a um programa de treinamento de oito semanas em meditação mindfulness. (Fonte: Jornal O Globo , 07/1/2014)

O primeiro programa de Mindfulness foi criado por Jon Kabat-Zinn,  professor Emérito de Medicina e diretor fundador da Clínica de Redução do Stress e do Centro de Atenção Plena em Medicina, na Escola Médica da Universidade de Massachusets em 1982. Este programa, denominado MBSR (Mindfulness-Based Stress Reduction) foi criado com o objetivo de reduzir os elevados níveis de estresse detectados em pacientes portadores de dor crônica – patologia que já foi chamada de “epidemia silenciosa do mundo moderno”.

As pessoas, em muitos desses casos, se sentiam isoladas e desesperadas. Além da carga de sofrimento que carregavam pela vida – dor constante – elas também se consideravam uma carga pesada para a família, para os amigos e para os colegas. Muitas delas até perdiam o emprego ou recebiam o diagnóstico de depressão devido à dor. Depois que seguiam todas as recomendações médicas e a dor ou o estresse permaneciam lá, se abatia sobre elas uma enorme sensação de impotência diante dessas circunstâncias e da vida em geral.

Mindfulness nos revela um caminho no qual a verdadeira reabilitação é vislumbrada – quando realizamos nossa completude na quietude de qualquer momento ocorre uma nova e profunda reconciliação com nossos problemas e o sofrimento. Essa mudança de perspectiva cria um contexto inteiramente diferente, dentro do qual podemos ver os problemas e lidar com eles, por mais graves que sejam.

Hoje, no Brasil, as intervenções baseadas em Mindfulness estão se disseminando graças a iniciativas como do Centro Mente Aberta, responsável por um programa de extensão na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), cuja missão é promover e divulgar as práticas de Mindfulness como uma promoção da saúde e da qualidade de vida.

Quando estamos com a mente cheia, costumamos pensar que o caminho é “limpar a mente”. Como assim? Deixar a mente “em branco”? Parar de pensar? Nada disso. Todas essas ideias vêm à tona quando se pensa em Mindfulness e são frequentes os equívocos. Pensar é uma atividade natural – e inevitável – da mente.

O problema surge quando embarcamos em pensamentos cáusticos, que acabam determinando comportamentos dos quais queremos nos livrar ou que não queremos mais – ainda que nem sempre estejamos conscientes deles e das emoções corrosivas que eles produzem.

Mindfulness nos ajuda a termos consciência desses pensamentos e nos ajuda a manejá–los para que, efetivamente, tenhamos uma escolha diante de uma situação – e não tenhamos uma reação inserida em um piloto automático como costumamos fazer. Sabemos que há na vida de cada um de nós não só momentos alegres e felizes, mas também momentos de dor e de tristeza e, diante deles, também temos que tentar encontrar paz e equilíbrio.

Abertura, aceitação e gentileza são algumas das atitudes fundamentais para iniciar a prática de Mindfulness e aprender a viver melhor. Apenas quando abraçamos a vida por inteiro em sua totalidade, com todas as suas nuances, é que podemos nos sentir mais inteiros, mais completos e, principalmente, mais felizes.Fernanda Berbel Migueres, 32 anos, advogada, é instrutora de Mindfulness certificada pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e ministra sessões em grupos e workshops em São Paulo.

Quer conhecer melhor o Mindfulness? Participe da palestra introdutória do programa:

 

Contato: fernanda.mindfulness@gmail.com. | Cel: (11) 996841050
Fonte: Texto retirado do site http://www.soumindfulness.com.br/
 

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Porções de Beleza

Alimentos que dão um up na dieta e ainda melhoram seu visual. Acrescentando estes alimentos em sua alimentação você perceberá mudanças em seu cabelo, unhas, pele…

Incluir alguns alimentos na dieta previne deficiências nutricionais e protege contra doenças.

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Salmão– Além do famoso e riquíssimo ômega 3, este peixe é um anti- flamatório natural, regula os hormônios e sinaliza ao cérebro a hora de parar de comer. O salmão ainda é fonte de vitamina D, auxilia na absorção de cálcio deixando assim os dentes mais fortes.

O ideal para se consumir é um filé médio três vezes na semana. Ele pode ser substituído por uma colher (sopa) de linhaça ou chia.

Iogurte– Proteínas! Elas produzem elastina e colágeno, que são responsáveis pela elasticidade e estrutura da pele. As unhas e os músculos também são beneficiados. Ainda melhoram o funcionamento do intestino, eliminando as toxinas não digeridas, melhora a pele e desincha a barriga.

Você terá que consumir dois copos de iogurte natural desnatado por dia. O iogurte pode ser substituído por um copo de leite desnatado mais um Yakult.

Morango– A fruta tem bastante quantidade de vitamina C e E e de antocianina, elemento que intensifica o potencial destas duas vitaminas. Agem no corpo eliminando toxinas nocivas à aparência e aos órgãos.

Consuma pelo menos uma xícara (chá) por dia.As frutas jabuticabas, acerola, gojiberry, ameixa, amora e açaí possuem benefícios similares.

Batata Doce– Ótima fonte de betacaroteno, que, uma vez no corpo, é transformada em vitamina A, melhorando a saúde dos olhos (que ficam até mais brilhantes), dos dentes, cabelo e unhas.

Ainda é cheio de fibras que murcham a barriga e cortam a compulsão por comida.

Deve ser consumida uma xícara de batata doce cozida pelo menos três vezes na semana. Pode ser substituída por batata baroa.

Espinafre– É super completo! A verdura de baixa caloria possui ácido alfa lipólico, responsável por combater a inflamação das células. Contém também luteína e zeaxantina, que protegem os olhos dos raios solares. E ainda vitamina C e ferro, vitais para a saúde da unha e força dos cabelos.

Quatro colheres (sopa) por dia são suficientes para atingir o valor de ferro necessário. Ele pode ser substituído por 1 xícara (chá) de brócolis.

Noz– Oleaginosa com alta concentração de ingredientes que são essenciais à beleza. Contém cobre, que compõe a estrutura da haste do cabelo, leva oxigênio ao couro cabeludo e protege a cor dos fios, e L-arginina, uma proteína que faz com que os vasos relaxem, melhorando a circulação sanguínea e prevenindo as tão temidas varizes.

É preciso consumir entre quatro e cinco unidades por dia. Você poderá substituí-las para amêndoas, avelãs, castanhas e pistaches.

 

Fonte: Livro- A dieta da beleza (Lisa Drayer)

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Dor Lombar

Category : Coluna

Qual a principal causa de incapacidade no mundo?A Dor lombar!!!O que fazer?Repouso? Alongamento? Atividade Física? Fisioterapia?A lombalgia ou dor lombar é definida como dor incapacitante na região posterior do corpo, entre a margem inferior da décima segunda costela e a dobra inferior glútea, que dura pelo menos um dia, com ou sem dor referida para a perna.

Responsável por gerar consequências físicas, psicológicas, sociais e econômicas.

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IDIOPÁTICA:

  • Dor de natureza mecânica que varia com a atividade física e o tempo.

RADICULAR:

  • Dor unilateral na perna, é pior do que a dor na região lombar;

  • Dor geralmente irradiada para a região dos pés;

  • Sinal de irritação do nervo: teste de elevação da perna positivo;

  • Dermátomos e miotomos positivos para uma raiz nervosa específica.

PATOLOGIA SERIA:

  • Déficit neurológico, fraqueza muscular progressiva nas pernas e alteração na marcha;

  • Trauma, dor constante, progressiva e não mecânica, historia previa de câncer, uso de esteroides, abuso de drogas, brusca perda de peso.

Qual a melhor forma de tratamento?

Sabendo que dentro dos fatores de risco encontra-se a atividade física vigorosa ou  o sedentarismo; temos na extensa literatura os benefícios do movimento regular e moderado como a principal meta do tratamento conservador quando na lombalgia idiopática.

Manter-se ativo faz parte das recomendações frequentes nas diretrizes clinicas.

Aqui no blog já falamos sobre este assunto inúmeras vezes, porém me deparo todos os dias aqui no consultório com as mesmas perguntas e duvidas: Devo permanecer em repouso? Posso dirigir? Devo fazer quais alongamentos?

Sou completamente a favor de ter um corpo condicionado e flexível para dar suporte ao seu sistema osteomúsculo-ligamentar na presença ou não de lesões pré-existentes. Mas dai achar que os alongamentos são a salvação das lesões ortopédicas é muito distante da realidade prática de um bom tratamento.

A principal causa deste mito que se dissipa a tantas décadas é a sensação momentânea que o alongamento traz de conforto e leveza nas estruturas que sustentam nosso esqueleto e, muitas vezes passam horas em má postura no mundo corporativo.

 

Além disso, em algumas patologias da coluna lombar, por exemplo no caso de estenose (estreitamento do canal vertebral), alguns tipos de alongamento podem ser contra-indicados.

Não é novidade que o fortalecimento do CORE (muculos específicos que formam um cinturão de proteção na coluna vertebral), são parte do tratamento junto com exercícios de controle motor e alinhamento da postura. Estes sim trazem mais estabilidade para a região, e consequentemente uma menor chance de crises, porem não as evitam, mas podem diminuir a frequência, duração e a intensidade das mesmas.  

Mas infelizmente, ainda ouvimos os “santos milagres dos alongamentos”

Camile Magalhães
FISIOTERAPEUTA | CREFITO 3/69656-F
 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Qualidade de Vida

A expressão qualidade de vida foi empregada pela primeira vez pelo presidente dos Estados Unidos Lyndon Johnson em 1964, ao declarar que “os objetivos não podem ser medidos através do balanço dos bancos. Eles só podem ser medidos através da qualidade de vida que proporcionam às pessoas”.

O interesse em conceitos como “padrão de vida” e “qualidade de vida” foi inicialmente partilhado por cientistas sociais, filósofos e políticos. O crescente desenvolvimento tecnológico da Medicina e ciências afins trouxe como uma consequência negativa a sua progressiva desumanização. Assim, a preocupação com o conceito de “qualidade de vida” refere-se a um movimento dentro das ciências humanas e biológicas no sentido de valorizar parâmetros mais amplos que o controle de sintomas, a diminuição da mortalidade ou o aumento da expectativa de vida.

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Assim, a avaliação da qualidade de vida foi acrescentada nos ensaios clínicos, ou seja, no âmbito cientifico, como a terceira dimensão a ser avaliada, além da eficácia (modificação da doença pelo efeito da droga) e da segurança (reação adversa à drogas); tópicos analisados com maior frequência nas pesquisas.

A oncologia foi a especialidade que, por excelência, se viu confrontada com a necessidade de avaliar as condições de vida dos pacientes que tinham sua sobrevida aumentada com os tratamentos propostos, já que, muitas vezes, na busca de acrescentar “anos à vida”, era deixada de lado a necessidade de acrescentar “vida aos anos”.

Bullinger e cols. consideram que o termo qualidade de vida é mais geral e inclui uma variedade potencial maior de condições que podem afetar a percepção do indivíduo, seus sentimentos e comportamentos relacionados com o seu funcionamento diário, incluindo, mas não se limitando  a sua condição de saúde e as intervenções médicas.

Em um nível abstrato, alguns autores têm considerado que existe um “universo cultural” de qualidade de vida, isto é, que independente de nação, cultura ou época, é importante que as pessoas se sintam bem psicologicamente, possuam boas condições físicas e sintam-se socialmente integradas e funcionalmente competentes.

A definição de qualidade de vida é definida como “a percepção do indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura e sistema de valores nos quais ele vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações” (whoqol group, 1994).

O reconhecimento e a avaliação da qualidade de vida é baseada em seis domínios:

– domínio físico,

– domínio psicológico,

– nível de independência,

– relações sociais,

– meio ambiente,

– espiritualidade / religião /crenças pessoais.

Avalie seus costumes e acredite na forma de buscar “vida aos anos”, cuide-se hoje sem esperar pelo amanhã.

 

 
Referencias
Rev Bras Psiquiatr, 21 (1), 1999 19
Desenvolvimento da versão em português do instrumento de
avaliação de qualidade de vida da OMS (WHOQOL-100)

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Core- Centro de força

O Core é o centro do nosso corpo, formado por um conjunto de músculos responsáveis por uma estabilização direta da coluna vertebral e indireta de todo o sistema músculo esquelético.

Core em inglês significa centro. Somos da opinião que este “cinturão muscular” inicia-se com a manutenção da postura da coluna durante os exercícios propiciando um suporte básico para a sustentação de pesos na região lombo pélvica, principalmente sob alta carga.

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Ou seja, o Core é responsável por manter a postura, dar forma à cintura e gera força para movimentar braços e pernas.

O complexo chamado quadril- pélvico- lombar é um sistema ativo requisitado em todo tipo de atividade.

Fortalecendo o core podemos prevenir ou nos livrar dos terríveis pneuzinhos, da má postura e dores nas costas.

Trabalhando o centro do corpo junto com a coluna você terá mais eficiência na execução de movimentos nos membros superiores e inferiores.

Os ligamentos da coluna promovem a estabilidade estática e os músculos nos dão a estabilidade dinâmica. Juntos ajudam a executar os movimentos corretamente.

O treinamento deve contemplar tarefas de estabilização, movimentos de flexão, extensão e rotação de tronco e quadril. Também são feitos exercícios com as medicine balls (aquelas muito utilizadas no Pilates).

Lembrando que antes de utilizar bases instáveis como as bolas ou discos de estabilidade é necessário trabalhar bastante nas estáveis depois que o tronco estiver fortalecido.

Você pode começar com os exercícios isométricos(estáticos), como as pranchas realizadas nas posições ventral, dorsal e lateral.

Sequencia evolutiva para o desenvolvimento dos músculos do core:

  • 1° fase: Estabilidade 

 

Deve-se priorizar o desenvolvimento das forças de resistência estática e dinâmica, consciência corporal, coordenação motora e controle da respiração, e principalmente através da postura da coluna vertebral mantida no neutro, ou seja, respeitando o alinhamento.

  • 2º fase: Dinâmica 

 

Deve-se manter o foco em desenvolver a força dinâmica. Este é para as pessoas que já passaram da primeira fase e podem realizar exercícios com movimentos de maior amplitude ou simulando gestos funcionais esportivos.

  • 3º fase: Potência 

 

Muito importante fortalecer o core para que se tenha alta performance nos esportes, caso contrário não se tem rendimento, principalmente nos movimentos repetitivos, com benefícios cientificamente comprovados na redução das lesões gerais.

Benefícios do core training:

– Na saúde: Previne dor nas costas e lesões.

– No visual: Boa postura e cintura definida.

– No dia a dia: Força para realizar as tarefas.

Músculos beneficiados pelo fortalecimento do core:

  • Músculos locais: transversos do abdome, oblíquo interno (fibras inseridas na fáscia toracolombar), multífidus lombar, músculos do assoalho pélvico, diafragma, interespinhais, quadrado lombar e piriforme.
  •  Músculos globais: reto abdominal, oblíquo externo/interno, eretor espinhal, quadrado lombar (fibra lateral), adutor magno, adutor longo, adutor curto, grácil, pectíneo, quadríceps, posteriores da coxa, glúteo máximo, médio e mínimo.
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Quem pratica atividade física que tenha em sua essência o treinamento para o core terá uma melhor relação com seu corpo. Os principais exercícios que trabalham todo o corpo são: Pilates, Ioga, surfe, artes marciais,  danças e treinamento funcional.

 
 
Bibliografia:
Hodges e col., 2011. Fisioterapia para estabilização da Coluna Vertebral.
Revista Pilates

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Cuidados com a coluna no trabalho

Quem trabalha sentado o dia todo geralmente sente muita dor nas costas, para evitar essas dores é preciso relaxar a coluna e melhorar a postura.  

Os vícios posturais podem causar muitas complicações à nossa saúde ou até mesmo causar doenças crônicas (como já falamos em outros posts). Em casos mais simples, é comum sentir dores de cabeça, lombalgia e cervicalgia.

Mas, a longo prazo, a má postura pode alcançar estágios mais graves como hipercifose, escoliose e hérnia de disco.

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Por isso é muito importante estar atento ao corpo durante o trabalho. Para evitar problemas separamos algumas dicas:

– Faça algumas pausas de hora em hora para se alongar evitando assim as dores musculares.

– Deixe as mãos, o antebraço e os punhos em linha reta em relação ao teclado.

–  Mantenha os olhos na altura da tela do computador.

– Os pés devem estar bem apoiados no chão.

Alongamentos:

Pescoço 

– Você pode fazer este alongamento sentado mesmo, tomando cuidado com a postura, flexione a cabeça para cima e para baixo, a mantenha em cada posição por oito segundos, repita três vezes.

– Depois vire, olhe para a esquerda e depois para a direita, fazendo uma pequena pausa no final do movimento. Repita os movimentos cinco vezes de cada lado.

Este exercício alonga os músculos melhorando assim a circulação. Não deve ser feito por quem sente dores que irradiam para o braço.

Lombar 

– Em pé, estique bem a coluna, coloque os braços nas costas na região da lombar, apoiando as palmas das mãos na região. Incline a coluna para trás em um ângulo de 30°, fique nessa posição por cinco segundos.

– Depois, com a mão direita, puxe a cabeça para o lado direito, inclinando o máximo que conseguir, mantendo o ombro esquerdo para baixo. Repita com o outro lado.

Coluna 

– Mantenha a coluna ereta e os braços levantados, inclina o tronco para o lado direito por dez segundos.

– Volte para a posição inicial e incline para o lado esquerdo por mais dez segundos.

– Tente fazer estes movimentos pelo menos duas vezes no dia.

– Para aliviar os pontos de tensão faça movimentos com o ombro. Repita cinco círculos em cada ombro.

Realizando estes alongamentos você conseguirá relaxar a coluna e evitará problemas futuros mais graves. 


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Férias: Diversão e Saúde

Quando pensamos em férias ou mesmo nos finais de semana do verão logo queremos liberdade, descanso, acordar tarde, comer o que quisermos…

Todos precisamos e queremos ao menos uma vez no ano dar um tempo na rotina. Porem, no final desses dias de descanso percebemos o quanto engordamos e sentimos a necessidade de voltar a cuidar do corpo.

Mas como continuar cuidando do corpo e bem estar sem ser chato e continuar aproveitando o melhor do verão?

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Separamos 15 dicas fáceis de seguir nestes dias:

1-BEBA ÁGUA!

É muito importante se manter hidratado, principalmente se estiver aproveitando a praia ou piscina.

2-EQUILÍBRIO

Procure equilibrar as refeições, se for a um restaurante ou festa no jantar pegue leve durante o dia.

3-COMA FRUTAS

Substitua as sobremesas mais calóricas pelas frutas, pelo menos em algumas das refeições.

 4- LEVE LANCHINHOS PARA A PRAIA

Principalmente se estiver com crianças, invista nas frutas, bolachas salgadas, castanhas além de muita água.

5- NÃO EXAGERE NAS COMIDAS TÍPICAS

Você não precisa comer em restaurante típico todos os dias, se frequenta-los somente em alguns dias poderá fazer isso sem culpa.

6-NÃO PULE REFEIÇÕES

Mantenha uma rotina de três refeições diárias, mesmo se acordar mais tarde.

7-NÃO EXAGERE NAS BEBIDAS ALCOÓLICAS

O álcool contém muitas calorias, além de consumirmos alimentos mais gordurosos quando saímos para barzinhos e afins.

8-CAMINHE!

Ande o máximo que puder. Utilize o carro quando realmente for necessário!

Ou opte pela bicicleta, além de ser mais saudável você acaba curtindo mais o caminho e conhecendo melhor as paisagens.

9-DURMA

Uma boa noite de sono permite que o corpo faça a manutenção dos hormônios, assim controlamos também nosso peso.

10- NÃO FIQUE PARADO

Quando estamos em nossos dias de folga temos a tendência de ficarmos mais preguiçosos, procure fazer caminhadas pela manhã ou no final do dia para relaxar e gastar calorias.

 11-APROVEITE TODAS AS ATIVIDADES DA PRAIA OU LUGAR QUE FOR VISITAR

Se estiver na praia aproveite para aprender um novo esporte, o stand up paddle, por exemplo, que está  na moda!

Ou mesmo o remo que além de muito divertido queima muita energia.

12-ESCOLHA HOTÉIS COM BOAS OPÇÕES DE LAZER

Se puder, escolha lugares com piscinas, quadra de tênis para que possa relaxar além de ficar bem com seu corpo.

 13-CUIDE-SE MESMO PASSANDO AS FÉRIAS EM CASA

Caso não faça uma viagem tente programar atividades de lazer dentro e fora de casa. Não passe os dias sentado no sofá e esqueça a tv!

 14-SE ESTIVER EM CASA APROVEITE PARA FAZER SUA PROGRAMAÇÃO DE ATIVIDADES FÍSICAS E ALIMENTAÇÃO

Passar os dias de folga em casa é uma oportunidade para organizar a alimentação e incluir novos hábitos para quando voltar à rotina.

 15-AINDA EM CASA…

Não esqueça de comer de três em três horas, faça caminhada de manhã com o cachorro e não deixe de fazer seus exercícios. Tente ir ao parque para caminhar ou pedalar.


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Dieta funcional

A medicina atual já provou que bons hábitos alimentares podem prevenir e até curar algumas doenças.

Incluindo alguns alimentos funcionais em sua dieta você pode corrigir a falta e excessos de nutrientes.

Alimentos funcionais são aqueles que auxiliam o funcionamento do intestino, eliminam toxinas e queimam gorduras. Além disso potencializam os exercícios e ainda podem diminuir o cansaço e dores de cabeça.

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A lista destes alimentos é enorme, selecionamos alguns para que você possa incluir em sua próxima compra:

Azeite de oliva

O azeite possui propriedades e vitaminas que previnem doenças e melhoram o aspecto da pele, o mais indicado é o extra virgem pois possui diferentes vitaminas: A, D, K e E.

Os principais benefícios no corpo e na saúde são: Ação antioxidante, por conta das vitaminas poderosas sua pele ficará longe das rugas, além disso quem tem a pele seca pode utiliza-lo como um hidratante facial.

O azeite de oliva também é um alimento rico em gorduras monoinsaturadas, aquelas que ajudam a conter o mau colesterol (LDL – Lipoproteína de Baixa Densidade).

Esses são só alguns dos benefícios, mas nada de exageros no consumo, pois o azeite possui cerca de 90 calorias por colher de sopa. É indicado que se consuma aproximadamente 30g de azeite por dia.

Aveia

Além de muito saudável a aveia é um alimento de fácil digestão e que não provoca alergias, por isso pode ser consumida por qualquer pessoa.

É composta por cálcio, ferro, vitaminas e carboidratos. Há vários estudos que comprovam que seu consumo ajuda a controlar a glicemia, a pressão arterial e o colesterol.

Deve ser consumido de 40 a 60 gramas por dia.

Chá verde

Contem catequinas e antioxidantes que combatem os radicais livres. Além de acelerar o metabolismo devido a cafeína presente no chá, auxiliando assim na perda de peso.

O chá verde também melhora a função celular do sistema circulatório.

Quantidade recomendada: de 4 a 6 xícaras por dia.

Linhaça

Esse grão pequeno possui grande quantidade de ômega 3 e fibras.

Considerada um alimento funcional traz benefícios para o coração, intestino e até previne alguns tipos de câncer. Mas um de seus maiores benefícios é o auxílio no emagrecimento, pois suas fibras atuam na liberação da glicose no sangue, reduzindo assim o acumulo de gordura no corpo.

Possui também vitamina E, que combate o envelhecimento precoce e doenças degenerativas.

Recomendado consumir 1 colher de sopa por dia.

Gengibre

Alimento termogênico, favorece o sistema digestivo, respiratório e circulatório.

A raiz é utilizada na culinária e medicina, possui diversos benefícios terapêuticos: têm ação bactericida e desintoxicante. Além de ser um alimento termogênico, capaz de acelerar o metabolismo e favorecer a queima de gordura corporal.

O gengibre também é referência quando falamos em problemas estomacais, combate enjoos, gases e indigestão. Auxilia também na digestão de alimentos gordurosos

E sendo um alimento anti-inflamatório ainda pode ser usado para aliviar dores decorrentes da artrite, dores musculares, tosse e bronquite.

Pode ser consumido cru, em chás, sucos ou até mesmo em conserva.

Consumo de 2 a 4 gramas por dia.

Para se beneficiar da dieta funcional é necessário que o consumo desses alimentos seja regular, pois estes funcionam somente quando associados a uma dieta equilibrada.

É importante lembrar que somente médicos podem diagnosticar doenças e indicar tratamentos.


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Exercícios de equilíbrio

Um dos principais fatores que limitam a vida de um idoso é a falta de equilíbrio. Na maioria dos casos o desequilíbrio acontece entre 65 e 75 anos de idade. Isto pode provocar quedas, podendo levar a fraturas.

Por isso os exercícios de equilíbrio são tão importantes, principalmente nessa fase, tais exercícios aumenta a autonomia e confiança.

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melhora a disposição para realização das tarefas diárias como subir escadas, melhorando assim a qualidade de vida.

Porém não devemos associar os problemas de equilíbrio apenas aos idosos, já que estes podem estar associados à outros fatores como a tontura.

O fisioterapeuta poderá auxiliar com exercícios que irão estimular a movimentação da cabeça e dos olhos, e nos movimentos que treinam o equilíbrio das pernas estimulando o sistema proprioceptivo (receptores localizados nos tendões e articulações).

Os exercícios de percepção serão benéficos para o relaxamento e reeducação do músculo.

Inclua em sua rotina exercícios de equilíbrio simples, que não exijam muito esforço, em casa mesmo. Como por exemplo, simular uma caminhada sem sair do lugar e girar a cabeça de um lado para o outro ao mesmo tempo.

Outro exercício pode ser feito com o auxílio de uma cadeira, com a postura ereta flexione o joelho tirando o pé do chão e leve o tornozelo o mais alto que conseguir, é importante que somente o joelho seja flexionado, a coxa deve permanecer imóvel. Este exercício fortalecerá a musculatura da região posterior da coxa e da panturrilha.

Você também pode desenhar uma linha reta no chão e tentar andar sobre ela colocando um pé em frente do outro.

O quarto exercício fortalece a musculatura da região posterior da coxa e da região glútea. Fique mais ou menos 40 cm afastado da cadeira ou de qualquer outro apoio que tenha escolhido com os pés um pouco afastados um do outro. Erga a perna para trás sem flexionar os joelhos, por aproximadamente 3 segundos, é importante que não fique na ponta dos pés e que nem leve o tronco mais à frente, este deve estar inclinado a aproximadamente 45º.

O simples ato de sentar em uma cadeira colocando os braços lado a lado do corpo depois os levantando até que eles encostem na orelha também pode ajudar.

Após um programa de exercícios o equilíbrio deve ter uma melhora moderada, e devem ser praticados pelo menos três vezes por semana.

Este vídeo também mostra um programa de exercícios bem interessante.


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Contração muscular

A contração muscular acontece quando há uma interação das proteínas contráteis (actina e miosina). A ligação de um impulso neural gerado no sistema nervoso central reflete no músculo em uma região chamada placa motora.

Numa fibra muscular há predominância de proteínas estruturais, sendo a actina e a miosina as proteínas contráteis componentes das miofibrilas.

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A mioglobina é outra proteína proteína, semelhante à hemoglobina, que dá cor avermelhada ao músculo e que também se associa ao oxigênio. As substâncias  energicamente importante são o glicogênio (reserva), a glicose, a fosfocreatina e o ATP. Como são células de excepção ricas em enzimas, íons de cálcio e fosfato livres.

Tipos de contração musculares

Todas as contrações musculares podem ser classificadas como isométricas ou isotônicas. As isométricas ocorrem quando a tensão desenvolvida é dentro do músculo, mas os ângulos articulares permanecem constantes. Elas podem ser imaginadas como estáticas, já que pode ser desenvolvida uma quantidade significativa de tensão no músculo para manter o ângulo articular numa posição relativamente estática ou estável.

As contrações isotônicas envolvem desenvolvimento de tensão por parte do músculo para originar ou controlar o movimento articular e podem ser imaginadas como contrações dinâmicas, já que os ângulos articulares mudem. O tipo isotônico de contração muscular é ainda subdividido em concêntrico e excêntrico, dependendo se ocorrerá encurtamento ou alongamento.

Contração Concêntrica: o músculo se encurta e traciona outra estrutura, como o tendão, reduzindo o ângulo de uma articulação.

Contração Excêntrica: quando aumenta o comprimento total do músculo durante a contração, provocando um “alongamento” enquanto o músculo está sob tensão de uma força externa.

Contração Isométrica: servem para estabilizar as articulações enquanto outras são movidas. Gera tensão muscular sem realizar movimentos. É responsável pela postura e sustentação de objetos em posição fixa, por exemplo: no Pilates os músculos do centro de força que formam um cinturão de proteção na coluna vertebral trabalham na maior parte do tempo com esta contração, ou seja, uma contração constante.

A seguir veja um vídeo com alguns tipos de contrações trabalhando em sinergia durante um agachamento:

Fonte:
trabalhosfeitos.com
Cinesiologia estrutural (Thompson e Floyd)

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Stabilizer: Biofeedback de pressão

O stabilizer  é um medidor criado para ser empregado em exercícios de estabilização em todas as partes do corpo, sua utilização na avaliação da tarefa de retração dos músculos abdominais principalmente, fez que se tornasse fundamental nos tratamentos de distúrbios do sistema muscular local em pacientes com lombalgia.
O stabilizer permite a identificação da qualidade da contração do transverso abdominal, a unidade de biofeedback de pressão (stabilizer) consiste em um apoio rígido inflável dividido em três seções, acompanhado de um mostrador e uma bomba de pressão, similar a um aparelho para medir a pressão arterial.

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O objetivo especifico na utilização deste acessório é reduzir o movimento compensatório da região lombopélvica durante o movimentos do segmentos adjacentes, com a ativação da musculatura responsável por esta estabilização. Assim desenvolvendo uma proteção articular da mesma região durante outras atividades esportivas e ocupacionais. O paciente concentra-se em aprender a dissociar estes movimentos do quadril do movimento compensatório da região lombo-pélvica por exemplo.

Em contra partida, os procedimentos de alongamento para músculos que se inserem na coluna lombar e na pelve, representam um desafio para a manutenção da estabilidade lombopélvica. Além disso, alguns músculos do sistema global com inserções na coluna lombar devem ser capazes de se alongar sem comprometer a estabilidade da região.

Os exercícios são realizados em primeiro lugar com a retração da parede abdominal para ativar o centro de força (CORE), essa contração deve ser mantida durante toda manobra de sustentação ao mesmo tempo que se mantem um padrão respiratório normal. Os movimentos devem ser feitos lentamente com enfase na precisão e no controle, mostrado visualmente no mostrador do sensor.

Por exemplo, se um corredor fosse acometido por sintomas de lombalgia, nesse método seria exigido esse controle muscular local para melhora da ativação muscular local. Assim, dependendo da patologia apresentada nesse estagio podemos aliviar os sintomas valiosos do individuo, devido sua eficacia na proteção articular da região lombar  através da ação muscular da mesma. Este programa é extremamente necessário para um desempenho de alto nível.

 
Referência: Fisioterapia para estabilização lombopélvica, Carolyn Richardson, Paul W. Hodges, Julie Hides.

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Alongamento x Aquecimento

Mesmo sem nenhum fundamento ou comprovação científica, para muitos o alongamento é fundamental para a realização de qualquer esporte. Há uma diferença entre o alongamento e o aquecimento que também é feito antes de qualquer exercício.

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Aquecimento é: uma prática de exercícios preparatórios que normalmente consistem de exercícios similares ao que serão realizados no treino ou prova, porém, em menor intensidade.

Alongamentos são: exercícios onde o indivíduo permanece por um determinado tempo numa postura em que o músculo solicitado se mantém na sua extensão máxima, podendo ter ou não uma força externa atuando para intensificar o alongamento.

O aquecimento tem como fundamento preparar o esportista para o esforço, melhorar seu desempenho e reduzir riscos de lesões. Preparando o estado físico e psicológico do indivíduo para o exercício, seja uma corrida, partida de futebol ou qualquer outro esporte.

Já o alongamento antes do esporte não promove nenhum desses benefícios, por tanto, não substitui o aquecimento e nem o complementa.
Existe um mito de que o alongamento evite dores tardias, aquelas dores no músculo no dia após o exercício. A dor tardia acontece sempre que é exigido do músculo um esforço elevado, que não seja comum às atividades diárias, ocorrerão assim, microlesões, pequenas lesões nas fibras musculares.
Para recuperar a estrutura que foi danificada é preciso que se instale o processo inflamatório, sendo assim, se durante o exercício ocorrerem microlesões, o alongamento não fará com que aumente a regeneração, ou que o processo inflamatório seja cessado. Fazer ou não fazer o alongamento após o treinamento não irá evitar a dor tardia.
Encontramos alguns mitos e verdades sobre o aquecimento e o alongamento no site http://www.elhombre.com.br:

  • Alongar antes da musculação previne lesões: Mito 1 Pelo contrário. Estudos revelam que o alongamento reduz a potência dos músculos, deixando-os mais fracos. Isso acontece pois a prática flexibiliza as articulação, enquanto elas deveriam estar estáveis para o exercício de peso. Assim, alongar-se antes da musculação pode, na verdade, causar uma lesão.

  • Alongar é bom para aquecer: Mito 2 Quando você se alonga, afasta as pontes cruzadas da musculatura. O resultado? Isso piora a contratibilidade, o que faz com que você produza menos força durante o treino. E o que queremos é justamente produzir o máximo.

  • Alongar ajuda o músculo treinado a não ficar encurtado: Mito 3 Besteira. Pesquisas indicam que a musculação não encurta as musculaturas, ao contrário do que algumas pessoas acreditam. Além disso, alongar um músculo que sofreu muitas contrações faz com que você cause ainda mais microlesões nele, e isso vai diminuir a velocidade de recuperação pós-treino.

  • Alongar previne dores: Mito 4 O alongamento não vai prevenir dores, já que elas são causadas pelas microlesões, um processo vital no crescimento do músculo. Mas a técnica pode, sim, ser benéfica depois do treino. Por estar movimentando uma musculatura, mais sangue preencherá essa região, e como o sangue carrega nutrientes, isso ajudará na recuperação do músculo. No entanto, isso só é valido para um alongamento leve e relaxante. Caso contrário, o resultado é o oposto.

  • Alongar é importante para a postura: Fato 1 Essa técnica ajuda a deixar suas musculaturas no comprimento ideal, o que vai contribuir para uma postura mais adequada e para a saúde das articulações.

  • Alongar por 10 segundos não ajuda em nada: Fato 2 O alongamento (como o treinamento com pesos) deve ser mantido por um tempo mínimo e ter um determinado número de repetições para gerar resultados. Digamos que 3 séries de 30 segundos, 2 ou 3 vezes por semana, é uma diretriz geral.

  • Alongar pode ter diversos objetivos: 3 Nem sempre o alongamento tem como objetivo aumentar a flexibilidade. Você também pode utilizá-lo como forma de relaxamento ou de preparação para um movimento específico, entre outras coisas.

  • Alongar desenvolve a flexibilidade: 4 Existe um componente genético na flexibilidade. As mulheres, de maneira geral, produzem mais relaxina do que os homens (um hormônio que ajuda a se esticar). Mas nada que uma boa dose treinamento regular não ajude a desenvolver.

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Ainda assim, vamos lembrar que a necessidade de uma boa amplitude de movimento é fato comprovado, inclusive quando se trata de compensações, por exemplo, uma rotação compensatória da coluna em um movimento que deveria ser apenas de um membro superior. A intenção ao compartilhar estas observações do site http://www.elhombre.com.br/, está na forma de como manter esta mobilidade articular, e não usar o alongamento como base no aquecimento ou no tratamento, pois as evidências científicas desmistificam a superioridade que foi dada ao alongamento.

Técnicas que enfatizam o aumento da mobilidade das articulações (alguns exercícios de pilates e gyrotonic) ao invés do alongamento comum junto com os princípios de fortalecimento para estabilização das articulações (assim como a Estabilização lombo-pélvica) serão cada vez mais imprescindíveis para um corpo e uma coluna saudável.


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Crioterapia

Category : Estudos

A crioterapia , definida como aplicação de gelo com objetivos terapêuticos, é uma modalidade de tratamento comum, utilizada no manejo das lesões agudas dos tecidos moles.

É indicado por médicos, fisioterapeutas, técnicos e preparadores físicos. Entretanto, sua aplicação nas diferentes fases de recuperação deve ser bem estabelecida e indicada.

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A exposição ao frio resulta em alterações fisiológicas teciduais, assim como na performance dos exercícios físicos. A literatura aponta:

  • efeitos analgésicos;
  • controle de edema e processo inflamatório;
  • diminuição da taxa metabólica, do fluxo sanguíneo e da velocidade da condução nervosa.

A crioterapia é a aplicação de qualquer substância para remover o calor do corpo, resultando em diminuição da temperatura tecidual, para atingir objetivos preventivos ou terapêuticos.

A crioterapia é talvez a mais simples e antiga modalidade terapêutica para o tratamento de lesões agudas dos tecidos moles. É acessível e popular, muito utilizada por fisioterapeutas e atletas.

Os graus de resfriamento parece depender:

  • do método e tempo da aplicação;
  • da temperatura inicial do gelo;
  • da profundidade de gordura subcutânea.

Efeitos analgésicos

Produz efeitos analgésicos e promove restauração estrutural e funcional, o que favorece o processo de reabilitação. A exposição ao frio pode aumentar a tolerância à dor por diminuir a velocidade de condução nervosa e a produção dos mediadores de dor com redução em sua percepção. Para que se obtenha efeitos analgésicos, é necessário o resfriamento da pele para menos de 14,4°C.

Por outro lado, observa-se que a aplicação prolongada do frio pode estimular os nociceptores vasculares e musculares e provocar sensações múltiplas, cada qual com um tempo diferente de desenvolvimento.

Por fim, os resultados já apresentados por diversos estudos confirmam e evidenciam a eficácia da crioterapia para a analgesia.

– Imediatamente após a lesão ou o ato cirúrgico, o gelo tem o objetivo de reduzir o metabolismo local, minimizar a lesão por hipoxia secundária e o grau de lesão tecidual.

Outra resposta importante da crioterapia na fase aguda da lesão é a vasoconstrição, seguida da diminuição da permeabilidade celular dos vasos sanguíneos, linfáticos e capilares. Observa-se o controle:

  • da formação de edemas;
  • do escape sanguíneo pelos vasos lesionados;
  • do quadro hemorrágico tecidual.

A mudança do fluxo sanguíneo e intersticial entre os tecidos profundos superficiais pode auxiliar na redução do edema por favorecer a drenagem de metabólitos gerados pela lesão ou pelo processo inflamatório.

Existem relatos de que 20 minutos de aplicação de pacote de gelo podem reduzir em até 29,4% a velocidade da transmissão dos impulsos dolorosos, que perduram cerca de 30 minutos após sua retirada.

– A crioterapia é frequentemente utilizada para a diminuição de dores imediatas ou tardias com o objetivo de facilitar o retorno precoce e imediato do atleta às atividades esportivas.

Métodos e tempo de aplicação da crioterapia 

Aponta-se que diferentes métodos de aplicação crioterapêutica causam diferentes efeitos nos tecidos superficiais e profundos. Na prática, a crioterapia pode ser utilizada em:

  • compressas geladas, por meio de recipientes, toalhas ou saco plástico com gelo picado;
  • compressas de gelo;
  • compressas químicas;
  • imersão em água e gelo;
  • resfriamento termoelétrico;
  • gelo seco;
  • spray químico.
A sensação inicial da pele na água fria não é confortável, mas, rapidamente, com a queda da temperatura corporal, ocorre uma sensação de queimação, seguida de dormência e analgesia. A crioterapia provoca sensação de frio de 1 a 3 minutos, queimação de 2 a 7 minutos e analgesia de 5 a 12 minutos. Desse modo, o tratamento pode ser desconfortável aos novos usuários, mas, depois de repetidas aplicações, o desconforto, geralmente diminui.

Afirma-se que, após 5 minutos de aplicação, ocorre diminuição considerável na temperatura da pele e do tecido inframuscular superficial, que deve ser utilizada de 10 a 20 minutos, de 2 a 4 vezes ao dia. Alguns autores afirmam que, de 12 a 15 minutos, observa-se diminuição da dor e do espasmo muscular . McDowell e colaboradores sugerem tratamento diferenciado com aplicação de 20 ou 30 minutos, 90 minutos de repouso e reaplicação da crioterapia para o tratamento na fase aguda.

Pacote de gelo 

Após 20 minutos de aplicação do pacote de gelo, o resfriamento se concentra na pele e em até 1 cm de profundidade, o que pode ser associado à diminuição da percepção da dor pela grande concentração de receptores nos tecidos superficiais, comprovando a analgesia. Swenson e colaboradores estabeleceram 20 a 30 minutos de tempo de aplicação e Knight e colaboradores de 30 a 45 minutos, a cada 2 horas.

Deve-se considerar que o pacote de gelo é comumente combinado com a compressão e elevação, que contribuem para o controle do edema, diminuindo a pressão de filtragem capilar. Dessa forma, o conceito PRICE (protection, rest, ice, compression, elevation) deve ser respeitado, principalmente no uso do pacote de gelo na fase inflamatória aguda.

Crioimersão 

É crescente o uso da imersão corporal para prevenção de dor muscular tardia. Estudos realizaram crioimersão da perna/ gastrocnêmio, ao nível da crista ilíaca, da cintura, do esterno ou até do ombro. Observaram diminuição da hipertermia e melhora na sensação de recuperação pós- exercício.

O momento de iniciar a crioimersão corporal, na maioria dos estudos, foi imediatamente após o exercício físico ou treinamento ou dentro de, aproximadamente, 10 ou 20 minutos após a atividade física.

 

Criospray

Pode ser composto por fluormetano ou por cloreto de etila líquido.

Os sprays resultam em resfriamento superficial e rápido, em função de sua evaporação. Fisiologicamente, ocorre o estímulo das fibras nervosas tipo A, envolvidas na teoria das comportas, de modo a reduzir o arco doloroso. Assim, induz-se a analgesia e a redução do espasmo muscular. Porém, os sprays não reduzirão a hemorragia, já que não têm efeito de diminuição da temperatura de tecidos profundos.

– A aplicação do spray deve ocorrer em um ângulo agudo (inferior a 90º) com a pele do atleta a ser tratado a uma distância de, no mínimo, 10cm. A duração deve ser mínima, em segundos, para não ocorrer o congelamento e a consequente necrose tecidual.

Cuidados e contraindicações 

  • um ramo nervoso superficial, como o nervo fibular (sobre a cabeça da fíbula), o nervo radial (região lateral do cotovelo) e o nervo ulnar (região medial do cotovelo);
  • lesões abertas;
  • hipertensos;
  • indivíduos com a baixa sensibilidade ou baixa atividade mental.
Os atletas em idades extremas, crianças ou idosos podem apresentar regulação térmica deficiente e pouca capacidade de comunicação. Nesses casos, o fisioterapeuta deve ter melhor controle sobre a forma e o tempo de aplicação, bem como sobre a temperatura superficial da pele.

Entre as contraindicações para o uso da crioterapia, podem-se estabelecer os indivíduos com:

  • doença de Raynaud ou outros distúrbios vasoespásticos;
  • doenças cardiovasculares;
  • diabetes;
  • alterações ou doenças do sistema imunológico;
  • doença reumatoide;
  • presença de hipersensibilidade ao frio;
  • regiões com anestesia.

Referências: 1.Livro: Programa de atualização PROFISIO- Fisioterapia esportiva e traumato- ortopédica. (editora- artmed)

 

 


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Constelação familiar

 

É consenso que o conceito de qualidade de vida não inclui apenas fatores relacionados à saúde, como bem-estar físico, funcional, emocional e mental, mas também outros elementos importantes da vida das pessoas como trabalho, família, amigos, e outras circunstâncias do cotidiano. Pensando nisso e conhecendo o trabalho do Frederico Ciongoli, resolvemos falar um pouco sobre a constelação familiar.

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 Constelação familiar é uma nova visão terapêutica que encantou o mundo pela espantosa capacidade de encontrar soluções inovadoras e simples, onde o ser humano é olhado não como um ser isolado, mas como alguém que tem uma história familiar que atua através dele.

O Workshop
Você poderá participar de duas maneiras: como espectador, onde você é convidado a apresentar membros da família de outra pessoa ou como cliente que vem “constelar”, ou seja, que traz uma questão pessoal. Durante a vivência algumas pessoas são convidadas a representar membros do sistema familiar daqueles que vem constelar uma questão de sua vida. A partir de suas reações, algo se revela de maneira surpreendente e aponta para uma solução.

Temas tratados
Problemas de relacionamento entre os membros da família- problemas de relacionamento entre casais, namorados e amantes (podem ser trabalhados problemas de relacionamento atual e também conflitos e traumas não resolvidos com os parceiros anteriores)- Apego e desavenças com ente querido já falecido- exemplo: luto não vivido (dor não vivida), culpa reprimida e outros sentimentos que aprisionam- pessoas rejeitadas ou excluídas da família- dificuldades para engravidar, adoção e abortos- distúrbios de comportamentos tais como agressividade, culpa, medo, tristeza, ansiedade, depressão e etc.- saúde (ajuda na cura e identificação de causas da doença)- dependentes químicos (não podem ser “um surto” ou em abstinência)- escolha profissional (ex: devo ser médico ou artista)- área educacional- solucionar problemas na relação escola- aluno- família- questões empresariais- auxilia nas decisões empresariais, gerenciais e de carreira. Muito eficaz para elaboração de estratégias, tal como lançamento de novos produtos e exploração de novos segmentos.

 

Frederico Ciongoli
www.astroconstelacao.com.br
Contatos
011-97133-5703
skype: tormenta8868

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Bandagem Funcional – Kinesio Taping

Category : Estudos

 

Criado em 1973 pelo Dr. Kenzo Kase, tem o objetivo de dar suporte externo aos tecidos moles, não limitando sua ação. Hipoalérgica e a prova d’água possui características elásticas (expande-se 130-140% próximo do tecido muscular).

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A KT promove estímulos mecânicos constantes, forma convoluções na pele ocasionando aumento no espaço intersticial, resultando em uma diminuição da pressão sobre os nociceptores, diminuindo a dor e permitindo que a circulação e a linfa fluam mais livremente.

(Morini, 2001) 

 

Princípios:

  •  Estabilização articular;  (Larsen,1984; Laughman et al,1980)

  •  Propicia a adequação do tônus muscular; (Mohammadian et al2004)

  • Correção do posicionamento articular;  (Roberts,1989)

  •  Analgesia;  (Bockrath et al, 1993; Handfield et al, 2000; Herrington, 2001)

  •  Limitação seletiva da amplitude de movimento;(McConnell 1994)

  •  Minimização dos efeitos da imobilização; (Austin et al, 1999)

 

Função da Kinesio taping:

  • Dor;

  • Melhora a circulação sanguínea e linfática; redução da presença de substâncias químicas nos tecidos e na inflamação;

  • Corrige desalinhamentos articulares;

  • Diminuição de espasmo;

  • Melhora a amplitude de movimento;

  • Atua na sinergia e na contração muscular.

 

Sistema neurofisiológicos:

Diminuição da ativação dos nociceptores periféricos e a dor, através do bombardeamento do S.N.C. com aferências dos proprioceptores musculares ocorre a redução das aferências nociceptivas.   (Wheleer, 2001)

 

Sistema biomecânicas:

 

Alterando os parâmetros de aplicação e distribuição de forças para prevenir a sobrecarga dos tecidos, visando o realinhamento. (Vicenzino,1996)

Promovendo estímulos mecânicos na pele, mantendo a comunicação com os tecidos profundos através de receptores na derme. (Morini, 2001)

 

Princípios de ativação da Kinesio Taping: 

 

Promove estímulos mecânicos (elásticos) duradouros e constantes na pele, mantendo a comunicação com tecidos mais profundos através de receptores encontrados na derme.

Receptores cutâneos: fornecem informações exclusivamente sobre eventos externos que afetam o sistema articular.

 

 Efeitos terapêuticos da Kinesio Taping:
  • Analgesia;

  • Diminui ativação dos nociceptores e aumenta a ativação dos mecanorreceptores;

  • Reequilíbrio muscular;

  • Correção Mecânica;

  •  Facilitando ou limitando movimento.

  • Redução do edema;

  • Auxiliando o Sistema Linfático e Sanguíneo.

  • Auxilia o processo de reparação tecidual;

  • Auxilia no ganho da A.D.M.;

  • Possibilita associar outras técnicas ao mesmo tempo;

  • T.M., Pilates, E. S., Exercícios Cinesioterapia.

 

Contra- indicações gerais:

  • Não aplicar em pele frágil;

  • Não aplicar em regiões com atividade cancerígena;

  • Não aplicar sobre infecções ativas;

  • Não aplicar em pacientes que apresentem reações alérgicas;

  • Não aplicar sobre feridas;

  • Crianças e idosos ficar atento.

Método de aplicação: 

  1. Limpar a área com álcool ou usar fixador (kinesiotaping), se necessário tricotomia.

  2. Posicionar a articulação em neutro, não movimentar durante a aplicação.

  3. Na Kinesiotaping é feito o estímulo ou a inibição de acordo com a tensão colocada na fita e o sentido da bandagem, esfregá-la após a colagem (ativa a cola).

  4. Reavaliar funcionalidade e conforto da bandagem após a aplicação.

 

Tempo de aplicação:

 

Kinesio Taping – 3 a 5 dias. “ Respeitando as limitações, complicações e indicações”

 

Benefícios do tratamento:

  • Diminui a dor.

  • Auxilia no reequilíbrio muscular.

  • Redireciona as forças biomecânicas.

  • Melhora a amplitude articular.

  • Facilita o processo de cicatrização dos tecidos.

  • Aumenta a ativação neuromuscular.

  • Diminui o estresse ósteo-ligamentar.

  • Proteção e suporte a estruturas lesadas.

  • Melhora da circulação sanguínea e linfática local.

  • Auxilia no reposicionamento de articulações subluxadas.

  • Corrige desalinhamento articular.

  • Facilita as atividades de reabilitação.

 

Caio Carlos

Fisioterapeuta – CREFITO: 154587-F

TEL: (11) 9 9599-3874

 


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Dor aguda, subaguda, crônica na lombar.

 Há alguns meses falamos sobre Lombalgia, hoje falaremos sobre a classificação em fases ou categorias dessa disfunção na lombar.

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Geralmente, se classifica a acuidade da lombalgia de acordo com o tempo, desde o seu início:

  • Fase aguda: entre 0 e 1 mês desde o início do episódio da dor lombar.
  • Fase subaguda: entre 2 e 3 meses desde o episódio da dor lombar.
  • Fase crônica: mais de 3 meses desde o episódio da dor lombar.

 Outra classificação comum é a baseada na capacidade funcional de cada paciente:

  • Aguda: representa os pacientes severamente limitados e incapazes de permanecer em pé por mais de 15 minutos, sentar por mais de 30 minutos ou caminhar mais do que ¼ de quilômetro sem agravar a dor.
  • Subaguda: representa os pacientes que conseguem fazer as atividades mencionadas na fase aguda (sentar, levantar ou andar por períodos mais longos), mas não conseguem realizar as atividades de vida diária, como limpar e levantar objetos pesados.
  • Crônica: representa os pacientes capazes de fazer as atividades de vida diária, mas que não conseguem realizar atividades de grande exigência física e de longa duração, como manusear material pesado, participar de esportes competitivos ou realizar tarefas domésticas pesadas.

 

Pode-se classificar também a gravidade ou acuidade da dor lombar de acordo com a resposta do paciente aos movimentos ativos (por exemplo: flexão e extensão lombar) e passivos (por exemplo: manobra de Lasègue) da seguinte forma:

  • Se a dor ocorrer entre o início e a metade do movimento ativo ou passivo, a condição é considerada aguda;
  • Se a dor ocorrer na metade do movimento, a condição é considerada subaguda;
  • Se a dor ocorre apenas no final do movimento, a condição é classificada como crônica.

Cada etiologia deve receber tratamento individualizado específico.

Fisioterapia tem se mostrado benéfica para pacientes com Lombalgia aguda ou subaguda ou com episódios recorrentes, eletroterapia para analgesia que são utilizados no controle inicial da dor. Prescrição de medicamentos  orientados pelo medico; e posteriormente o fortalecimento da musculatura estabilizadora da coluna é o mais indicado para uma menor recidiva das lesões.

O objetivo geral do tratamento é retornar as atividades que exigem grande demanda do sistema musculoesquelético (esporte ou trabalho), melhorando a força, a resistência e o controle do movimento de maneira que, durante as simulações das situações de alta demanda, os pacientes consigam manter a coluna em posição neutra sem exacerbação dos sintomas.

Educação do paciente é um componente importante do tratamento de indivíduos com dor lombar, independente da categoria em que eles se encaixam. As principais recomendações são:

– evitar o repouso na cama

– permanecer ativo e levar uma vida ativa

– seguir orientação em relação a historia natural positiva da lombalgia.

Referências
Piva SR. Sistema Americano de Classificação para o tratamento conservador de pacientes com dor lombar. In: Sociedade Nacional de Fisioterapia Esportiva; Mendonça LM, Vezzani  S, organizadores. PROFISIO Programa de Atualização em Fisioterapia Esportiva e Traumato-Ortopédica: Ciclo 3. Porto Alegre: Artmed/Panamericana; 2013.
p 9-63. (Sistema de Educação Continuada a Distancia, v. 1)
Delitto A, Erhard RE, Bowling RW. A Treatment-based classification approach to low back syndrome: identifying and staging patients for conservative treatment. Phys Ther. 1995 Jun; 75 (6): 470-485; discussion 485-79.
Delitto A, George SZ, Van Dillen LR, Whitman JM, Sowa G, Shekelle P, et al. Low back pain. J Orthop Sports Phys Ther. 2012 Apr; 42 (4): A1-57
Vídeo: via canal Minha Vida: http://www.youtube.com/user/tvminhavida?feature=watch

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Tênis Minimalistas

A corrida traz benefícios ao corpo em qualquer idade, podendo ser mais eficaz se aliada à hábitos saudáveis e principalmente ter uma musculatura pré fortalecida e preparada para a prática desta atividade.

Aumento da capacidade cardiorrespiratória, fortalecimento do coração, melhora da força muscular estão entre os benefícios, além de queimar muitas calorias.
 
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 É de extrema importância fazer uma consulta com seu médico, que fará uma avaliação e indicará os exames que devem ser feitos antes de começar a correr.
Depois de checar se está tudo bem com sua saúde, separe uma roupa confortável e um tênis. E é sobre ele que falaremos hoje.
 
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Há vários  discursos sobre o tênis minimalista, que surgiu em meados de 2008 e 2009; um tênis que oferece a sensação de correr descalço.

Os tênis minimalistas são totalmente dobráveis, tem forma larga, principalmente na região dos dedos, a diferença entre a altura do calcanhar e a frente dos pés (drop zero) é mínima ou nenhuma, são bem leves, sem suporte e amortecimento.

Este vídeo nos explica melhor a diferença entre os tênis minimalistas existentes no mercado:

 

A corrida com o tênis minimalista deve ser praticada por quem está habituado com o exercício e possui condicionamento muscular e articular. Assim o corpo estará acostumado com o impacto evitando lesões.

A principal diferença entre o tênis tradicional e o minimalista é o impacto causado por ambos, o corredor do tradicional bate primeiro o calcanhar no chão, gerando um impacto grande sobre o corpo. E com o minimalista a aterrissagem é feita pela parte central do pé, assim os próprio músculos do corpo atuam como amortecedores, principalmente a panturrilha.

Para garantir uma boa corrida com o tênis minimalista sem se prejudicar é de extrema importância que seja feita uma adaptação e fortalecimento da musculatura, principalmente dos pés e panturrilha. O corredor precisa treinar o padrão correto da pisada para não se prejudicar.
 
Você está pronto para correr com este tipo de tênis?
 
 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 


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Cuidados com a coluna

A coluna vertebral protege a medula e nervos espinhais, suporta o peso do corpo, fornece um eixo parcialmente rígido e flexível para o corpo e um pivô para a cabeça, exerce um papel importante na postura e locomoção, além de servir de fixação para as costelas, cintura pélvica e os músculos do dorso.

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 A coluna é formada por 33 vértebras, cujo conjunto tem a função de apoiar outras partes do esqueleto. Cada vértebra é constituída de corpo, forame e um processo espinhoso, um prolongamento delgado da vértebra, e ligada às demais por articulações denominadas discos intervertebrais. Esses discos são formados por um material fibroso e gelatinoso, composto por um núcleo pulposo e ânulo fibroso. São eles que dão ao indivíduo a mobilidade necessária para a locomoção e atuam como amortecedores.

 A sobreposição das vértebras, umas sobre as outras, forma um canal vertebral que segue as diferentes curvaturas da coluna. Ele é largo e triangular nas áreas em que a coluna possui maior liberdade de movimento, como nas regiões lombar e cervical. Porém, esse canal se torna pequeno e arredondado quando chega às regiões onde há limitações dos movimentos, como a região torácica. Ele também serve de depósito para a medula espinhal do indivíduo, responsável pela comunicação com o sistema nervoso periférico por meio dos forames intervertebrais. 

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Devemos ter alguns cuidados com a coluna e manter a postura correta para evitar dores.

É muito comum o problema de má postura aparecer em quem fica sentado o dia todo de forma incorreta.

É importante prestar atenção em alguns sinais que podem indicar de que a postura não está boa, por exemplo, se olhar no espelho e observar se um ombro está mais elevado que o outro, ficar atento se um solado do sapato está mais desgastado que o outro.

Alguns métodos podem ser praticados em benefício a coluna e para manter uma boa postura, são eles: Pilates, Fisioterapia e RPG, além de promover uma conscientização do corpo que irá prevenir dores futuras.

Este vídeo nos mostra alguns cuidados e dores mais frequentes na região da coluna:

 


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Benefícios do golfe

 

Aumentar sua expectativa de vida em até cinco anos e proporcionar bem- estar físico e mental é apenas alguns dos diversos benefícios do golfe.

Esse esporte pode ser praticado por pessoas de qualquer idade, além de não exigir preparo físico acima da média. Coloca o praticante em contato com a natureza, favorece a socialização, trabalha com a coordenação motora, aumenta a capacidade de concentração e alívio do estresse.

  

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Com relação ao swing (movimento de tacada), uma técnica adequada é a melhor forma de praticar o esporte e prevenir lesões.

Durante o swing, o movimento de rotação se inicia no membro inferior. Cerca de 80% a 95% do peso corporal é dividido do lado direito para o esquerdo, considerada esta, a fase de impacto.

A partir disso o movimento mais importante é o “C” reverso, o que pode favorecer as lesões na coluna.

Deve-se tomar cuidado com alguns danos causados durante um treino malfeito. Nos atletas profissionais predominam dores no punho, mão, ombro e joelho. Já nos amadores, as lesões costumam ser na lombar afetada durante o swing, e assim, predispondo a problemas musculares e hérnias discais, devido a forças de cisalhamento.

Essa matéria mostra os benefícios contados por praticantes do golfe:

Apesar de todos estes benefícios, aqui, no Brasil o golfe tem a fama de ser um esporte elitista. É certo que muitos clubes são restritos à sócios, mas muitos  aceitam visitantes. Selecionamos alguns com valores bem acessíveis. Confiram!

 

 FPG Golfcenter – Foi o primeiro campo de golfe aberto ao público do Brasil. Ocupa uma área de 33 mil metros quadrados na região do Jardim Ceci, próximo ao aeroporto de Congonhas. Possui restaurante, vestiário e duas lojas de equipamentos e vestuário.

Os preços das aulas variam de R$50,00 a R$150, 00, de acordo com a duração e dia da semana. Os preços para utilizar o campo variam de R$30,00 a R$60, 00, e os equipamentos são emprestados gratuitamente.

www.fpggolfcenter.com.br

 

Paradise Golf Lake Resort – Está localizado em Mogi das Cruzes e  foi um dos primeiros resorts com campo de golfe do país. Não é necessário se hospedar no hotel para praticar o esporte ou fazer aulas. Possui várias opções de aulas para iniciantes e oferece aluguel de todos os equipamentos, inclusive dos karts, o carrinho para percorrer o campo.

Para os iniciantes a aula custa R$100,00 por uma hora de aula, já os intermediários pagam R$120,00 por 2 horas de aula no campo, percurso com 9 buracos. Todos os equipamentos são cobrados.

 

Prince Tower Bom Retiro – É um dos driving ranges mais famosos de São Paulo, localizado dentro de um hotel no Bom Retiro, onde a comunidade oriental costuma praticar tacadas. Paga-se pela quantidade de bolinhas utilizadas no treino e não dá direito à utilização das áreas comuns do hotel.

www.princetower.com.br

 

Fonte: http://vejasp.abril.com.br/materia/onde-jogar-golfe-em-sp?gclid=COnEoqLJ2rkCFSVBQgod014Alg

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Endorfina e Serotonina

 Para combater a falta da serotonina você pode consumir alimentos com um nutriente chamado triptofano, presente na carne bovina e de peru, peixes, amendoim, banana, leite e seus derivados, pães integrais.

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Já para aumentar seus níveis de serotonina e endorfina você pode utilizar de métodos naturais como:

  • Meditação- Seu sistema nervoso funciona melhor. (Leia nosso post sobre Meditação)
  • Acupuntura- Aumenta a circulação estimulando a liberação de endorfina.
  • Massagem- Também aumenta a circulação.
  • Exercício- A endorfina é produzida pelo cérebro durante e depois do exercício físico, regulando a emoção e a percepção de dor, ajudando a relaxar, gerando bem estar e prazer. Tente treinar pelo menos 40 minutos alternando entre alta e baixa intensidade.

Os benefícios do aumento da endorfina e serotonina são: aumento da memória, bom humor, aumento da resistência, aumento da disposição física e mental, melhora do sistema imunológico, alívio das dores entre outros.

Neste vídeo podemos entender melhor sobre o assunto e o que as pessoas entendem sobre (ou como não entendem rs):

 

Referencias:

Compreender endorfinas e sua importância no tratamento da dor 
Med J. 2010 Março , 69 (3): 70-71 . Página 1 de 9 Hawaii Medical Journal Universidade Clínica, Education & Research Associates unders

 


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Lombalgia

Lombalgia crônica (dor lombar crônica) afeta mais de 50% da população em geral, sendo definida como a dor nas costas durando mais de 3 meses  e aguda com duração até 3 meses, sendo mais comum até duas semanas.

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Dor lombar ou lombalgia  é causada por diferentes fatores e mecanismos, as crônicas com 84%, e as agudas de 5% a 10%.

A Lombalgia afeta de 50 a 80% de todos os adultos em algum momento de suas vidas. Isto leva a prejuízos sociais e as consequências econômicas nas sociedades ocidentais, sendo uma das principais causas de incapacidade em países industrializados ocidentais.

Falta de exercício pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento de Lombalgia nestas populações, onde a prevalência é mais elevada. Além de também ser um problema para os que treinam e competem nos níveis mais elevados do esporte, neste caso por uso excessivo.

A maioria dos novos episódios de Lombalgia é clinicamente atribuída a uma origem mecânica, ou seja, devido a sobrecargas de curto período anormal ou tensões prolongadas que possam danificar a articulação ou componentes musculares das regiões lombar e pélvica. Por exemplo, ficar muitas horas sentado numa postura inadequada pode ser tão ruim a longo prazo quanto uma sobrecarga traumática.

A estabilização da coluna vertebral foi primeiramente descrita por Panjabi, constituído por três subsistemas: sistema passivo (osteoligamentar), sistema ativo (musculotendineo) e sistema de controle neural. Que estrategicamente trazem suporte à coluna em respostas conjuntas destes sistemas quando necessário.

Modelos biomecânicos da Coluna Vertebral sugerem que todos os músculos com anexos intervertebrais são mais adequados para prestação de suporte de estabilidade. A ativação inadequada destes músculos centrais e estabilizadores locais pode levar a instabilidade da coluna lombar, e alguns estudos clínicos demonstraram que o recrutamento destes músculos leva a uma diminuição da dor lombar a curto e longo prazo. Ou seja, esta estabelecido que a fragilidade e a falta de controle motor dos músculos profundos do tronco, como o multífidos lombares (LM) e músculos transverso abdominal, são comuns na presença de lombalgia.

Características frequentes relatadas na presença de dor lombar denotam um estado físico e psicológico induzido de inatividade, caracteriza-se por uma perda de mobilidade da coluna vertebral, a redução da força muscular e aptidão cardiovascular, ansiedade e depressão frequentes, isolamento social e falta ao trabalho.

A importância de métodos fisioterapêuticos que reabilitam e que  condicionam esta musculatura ao mesmo tempo  tem sido reconhecida como uma estratégia privilegiada em diretrizes internacionais para a gestão dos cuidados primários de dor aguda e principalmente crônica da coluna lombar.

O objetivo de trazer estabilidade para a região lombo pélvica através da eficiência muscular deste grupo muscular específico tem sido a melhor forma de evitar ou prolongar recidivas, ou seja, novas crises de dores. Aderência ao tratamento, técnica de exercício especifico, orientado e individualizado também foram observadas nos estudos como fator relevante para a melhora da dor lombar, assim como efeitos fisiológicos originados de qualquer tipo de exercício.

Camile Magalhães.
CREFITO 3/69656-F
Referências Bibliográficas:  Roche G, Ponthieux A, Parot-Shinkel E, Jousset N, Bontoux L, Dubus V, Penneau-Fontbonne D, Roquelaure Y, Legrand E, Colin D, Richard I, Fanello S. Comparison of a functional restoration program with active individual physical therapy for patients with chronic low back pain: a randomized controlled trial.  Arch Phys Med Rehabil. 2007 Oct;88(10):1229-35.
Chan CW, Mok NW, Yeung EW. Aerobic exercise training in addition to conventional physiotherapy for chronic low back pain: a randomized controlled trial. Arch Phys Med Rehabil. 2011 Oct;92(10):1681-5. doi: 10.1016/j.apmr.2011.05.003. Epub 2011 Aug 12.
Descarreaux M, Normand MC, Laurencelle L, Dugas C. Evaluation of a specific home exercise program for low back pain. J Manipulative Physiol Ther. 2002 Oct;25(8):497-503.
França FR, Burke TN, Caffaro RR, Ramos LA, Marques AP. Effects of muscular stretching and segmental stabilization on functional disability and pain in patients with chronic low back pain: a randomized, controlled trial. J Manipulative Physiol Ther. 2012 May;35(4):279-85. doi: 10.1016/j.jmpt.2012.04.012.
Panjabi, M., 1992. The stabilising system of the spine. Part I. Function, dysfunction, adaptation and enhancement. J. Spinal Disord. 5, 383–389.Bendix T, Bendix A, Labriola M, Haestrup C, Ebbehøj N. Functional restoration versus outpatient physical training in chronic low back pain: a randomized comparative study. Spine (Phila Pa 1976). 2000 Oct 1;25(19):2494-500.
 

 

 


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Proteína e exercício físico

 Nossas atividades celulares são mantidas pela energia provida dos carboidratos, gorduras e proteínas. As proteínas são compostas por subunidades pequenas denominadas aminoácidos.

 No exercício as principais fontes de energia são o carboidrato e a gordura. As proteínas contribuem com uma quantidade pequena para a energia total utilizada.

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 Normalmente, a suplementação alimentar de proteína é feita para pacientes atletas que possuem um gasto energético alto demais. Porém, praticantes de atividade física que possuem um gasto energético dentro da média, não necessitam de suplementação, basta ajustar os horários e quantidade das refeições. O problema é que normalmente o indivíduo  não possui uma quantidade de proteínas suficiente na sua alimentação. A alimentação para a grande media da população é baseada em grande quantidade de carboidratos quando não supervisionada por um nutricionista.

 Durante a atividade física temos um gasto energético grande e que precisa ser reposto, para ocorrer o anabolismo (construção). Se nesse período o nosso corpo não receber quantidade suficiente de glicose, fonte primária para reserva energética, ele irá utilizar outras fonte para formar glicose e repor o que foi gasto. Dessa forma, a proteína que foi consumida é convertida em glicose para repor as reservas do nosso organismo.

 Durante a atividade física temos um gasto energético grande e que precisa ser reposto, para ocorrer o anabolismo (construção). Se nesse período o nosso corpo não receber quantidade suficiente de glicose, fonte primária para reserva energética, ele irá utilizar outras fonte para formar glicose e repor o que foi gasto. Dessa forma, a proteína que foi consumida é convertida em glicose para repor as reservas do nosso organismo.

 Além disso, a perda de proteínas no suor é aumentada durante o exercício.
Por isso é importante consumir uma fonte de carboidratos e  consumir uma fonte de proteína de alto valor biológico.
Entre as opções de proteínas que podemos consumir para auxiliar no ganho de massa muscular temos: Carnes, Peixes, Frango, Feijão, Ovo, Castanha-do-Pará, entre outras.

 As alimentações pré-exercício devem conter de 1 a 5 gramas de carboidratos por quilograma do peso corporal e ser ingeridas de uma a quatro horas antes do exercício.

 A demanda proteica dos indivíduos engajados em exercícios de resistência de intensidade leve a moderada é igual a quantidade diária recomendada de 0,8 g/ Kg/ dia. Para os praticantes de exercidos de alta intensidade de resistência ou força é em media 1,5 g/kg/dia.

 Além de proteínas e carboidratos, a água também é muito importante antes, durante e após o treino. A síntese muscular ocorre com maior facilidade quando as nossas células estão bem hidratadas. Uma sugestão pré-treino é consumir a água de coco, que além de hidratar fornece carboidratos e minerais que auxiliam durante o treino.

Camile Magalhães
CREFITO 3/69656-F
Fonte: Fisiologia do Exercício: Teoria e Aplicação ao condicionamento e ao Desempenho. 5º ed. Scoott K. Powers, Edward T. Howley.
(pág. 23, 24, 60, 65, 74, 463, 503).

 


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Condromalácia patelar

Category : Pilates e dor

  A Condromalácia patelar consiste em uma patologia degenerativa da cartilagem patelar e dos côndilos femorais correspondentes. Trata-se de uma espécie de amolecimento desta cartilagem pelo atrito incorreto contra os côndilos do fêmur. Ocorre um desconforto e dor ao redor ou atrás da patela. Já o termo mais genérico, síndrome da dor patelo-femural, se refere aos estágios iniciais dessa condição, na qual os sintomas ainda podem ser completamente revertidos.

  A dor é descrita como profunda e localizada na região retropatelar. O sintoma mais comum é a dor atrás da patela, especialmente nas subidas ou durante longos percursos com pedaladas lentas. Pode ser sentida, por exemplo, ao subir e descer escadas, em atividades prolongadas, após ficar muito tempo com os joelhos flexionados e ao agachar-se. Ainda, é possível que ocorra crepitação e estalos, muitas vezes audíveis, além de edema e derrame intra-articular, ocasionados pelo acúmulo excessivo de líquido sinovial formado no processo inflamatório.

 Acredita-se que a causa seja relacionada a fatores anatômicos, histológicos e fisiológicos que podem resultar em um enfraquecimento e amolecimento da cartilagem envolvida. Assim como as alterações de alinhamento da patela, que excursiona fora do local adequado, ocasionando atrito entre sua superfície articular e a superfície articular do fêmur, desse modo provocando “desgaste”. Tais alterações de alinhamento muitas vezes estão relacionadas à desequilíbrios da musculatura do quadríceps como atrofias, hipotrofias e encurtamentos musculares; variações anatômicas tanto do fêmur como da patela.

 Um fator muito comum são os relacionados aos microtraumatismos de repetição, traumas crônicos por fricção entre a patela e o sulco patelar do fêmur, bastante comuns em esportes de . O Entorse de tornozelo por inversão também pode estar relacionado. Devido aos movimentos de flexão plantar, supinação e adução se dá uma anteriorização do tálus e da tíbia, resultando em uma anteriorização da fíbula e então em uma tensão do bíceps femoral. Assim, ocorre um estiramento reflexo no músculo quadríceps femoral, aumentando o atrito fêmur-patelar.

 A condromalácia patelar pode ser classificada de acordo com o grau de deterioração, segundo Outerbridge (1961):
GRAU I : amolecimento da cartilagem e edemas
GRAU II : fragmentação e fissura da cartilagem em uma área menor ou igual à proximadamente 1,5 cm
GRAU III: fragmentação e fissura da cartilagem em uma área maior ou igual à aproximadamente 1,5 cm
GRAU IV: erosão ou perda da cartilagem articular com exposição do osso subcondral.

 O PILATES age de forma fantástica no alinhamento patelar, bem como na estabilização do quadro da condromalácia. Já que um dos grandes alicerces do método é o fortalecimento e estabilização dos músculos centrais do corpo aliada aos seus princípios, atingindo assim, o objetivo do aluno através do equilíbrio muscular. Para tal, é preciso avaliar o nível de força e flexibilidade dos grupos musculares do indivíduo, para que se dê início à prescrição do programa de exercícios. No caso da condromalácia patelar são inclusos exercícios de potência, força, alongamento e mobilização do membro inferior, sempre com o cuidado de evitar sobrecarga na articulação em questão.

 No geral, é importante o alongamento dos ísquiotibiais, o qual seu encurtamento implica em um agravamento no atrito da patela com o fêmur, no momento da marcha. Uma atenção especial ao quadríceps, sobretudo o vasto medial e banda iliotibial, tendões e panturrilha também são extremamente necessárias para equilibrar as forças atuantes sobre a patela.

 

http://pilates.about.com/od/pilatesexercises/ss/Photo-Reference-For-Beginner-Pilates-Reformer-Workout_2.htm

 


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Meditação

A meditação é uma prática muito antiga, com origem nas tradições orientais, estando especialmente relacionada às filosofias do yoga e do budismo. Contudo, esse termo também é utilizado para designar algumas práticas cultivadas por certas religiões, como o cristianismo, o judaísmo, o islamismo, o taoísmo e o xamanismo entre outras, através do deslocamento da consciência do mundo externo para o interno.

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 Pode-se definir meditação como uma prática que engloba um conjunto de técnicas que buscam treinar a focalização da atenção. Por essa razão, pode ser chamada de processo auto regulatório da atenção, em que através da prática é desenvolvido o controle dos processos atencionais. Além disso, a meditação pode ser caracterizada como uma prática que atinge objetivos semelhantes a algumas técnicas da psicoterapia cognitiva, embora por meios distintos. Ambas levam à diminuição do pensamento repetitivo e à reorientação cognitiva, desenvolvendo habilidades para lidar com os pensamentos automáticos.

 A diferença contudo é que, na prática da meditação os conteúdos que emergem à consciência não devem ser confrontados ou elaborados intencionalmente, apenas observados, de forma que a prática se transforme em um aprendizado de como não deixar influenciar-se pelos mesmos e compreendê-los como fluxos mentais. Inúmeros estudos vêm mostrando a sua eficácia, que está especialmente relacionada à diminuição dos sintomas ligados ao estresse e à ansiedade. Além disso, as pesquisas revelam que essa prática pode produzir efeitos de curta e longa duração que podem afetar positivamente as funções cognitivas e afetivas. Discutem-se aspectos relacionados às definições e às particularidades de cada técnica e aos contextos aos quais pode estar atrelada.

 Apesar do crescente acúmulo de evidências sobre a relação entre meditação e saúde física e mental, ainda são necessárias mais investigações.

Artigo: Carolina Baptista MenezesI; Débora Dalbosco Dell’AglioII
I Mestre em Psicologia pela UFRGS, doutoranda em Psicologia com bolsa CNPq pela UFRGS
II Professora do Programa de Pós-Graduação do Instituto de Psicologia, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, em Psicologia, coordenadora do Núcleo de Estudos e Pesquisas em Adolescentes (NEPA)
 

A seguir algumas técnicas para praticar meditação:

Primeiramente devemos escolher um local silencioso, arejado e limpo. O quarto de dormir é o ideal.
Depois devemos nos acomodar em uma posição confortável, na qual seja possível permanecer por um bom tempo sem se mover.
Pode-se se sentar com as pernas cruzadas ao estilo oriental ou deitar-se com a barriga para cima, as pernas esticadas e os pés unidos.

Tipos de Meditação:

  • Corpo São
    Apoios fisiológicos usados para melhorar o estado mental. É uma das mais comuns e simples de fazer. Concentre-se na respiração, nas batidas do coração ou na pulsação do corpo. Sente na chamada pose de índio (ou posição de lótus), com a coluna reta e as pernas cruzadas. Feche os olhos e focalize o fluxo de ar que entra e sai de seus pulmões. Essa técnica é aplicada no budismo japonês. “Se uma pessoa está ansiosa e agitada, o gesto de inspirar e expirar o ar longamente simboliza expelir o que está incomodando. É a saída do excesso de peso, propiciando um estado de serenidade”, explica Maria José. A prática hinduísta do tantrismo se concentram nas pulsações e o taoísmo, baseado na filosofia chinesa, nos batimentos cardíacos.
  • Cristã e bhakti-ioga 
    O foco da meditação são as divindades, orações ou textos sagrados. Resgatada pelo monge beneditino inglês John Main (1926-1982), está baseada na repetição de um mantra (sons). Sente-se com as costas retas em um lugar tranquilo, duas vezes ao dia, no período da manhã e à noite. Feche os olhos e repita o mantra Maranatha, que em aramaico significa “Venha, Senhor. Venha, Senhor Jesus”.
  • Transcendental
    Não requer concentração ou contemplação. É baseada na repetição de um som particular só conhecido pelo iniciado.
  • Zen-Budista 
    Uma das técnicas dessa corrente do budismo é a meditação andando do monge Thich Nhât Hanh. Ao caminhar, conte os passos e sincronize-os com a respiração.
  • Dinâmica 
    Criada, especialmente para os ocidentais, pelo líder espiritual Mohan Chandra Rajneesh, o Osho. A técnica mistura elementos de várias culturas, como músicas, danças e movimentos para se conectar com o presente.
  • Raja Yoga 
    O foco é a reflexão. Sentados numa posição confortável e de olhos abertos, os praticantes mentalizam pontos positivos da natureza humana, como perdão, bondade, generosidade, compaixão e amor incondicional.
  • Concentração 
    Mantras (sons), formas geométricas ou cores são o ponto de atenção. É comum nas práticas hinduístas e budistas. Os praticantes concentram-se num desses aspectos e fazem com que pensamentos e emoções se direcionem a ele.

sites:
http://www.minhavida.com.br/bem-estar/galerias/1042-sete-tecnicas-para-meditar-e-acalmar-a-mente#conteudoTxt
http://www.divinaciencia.com/licao.php?cmd=1&id=14. 

 

Para encerrar, neste vídeo há mais algumas dicas para tornar a meditação algo constante no nosso dia-a-dia.

Até a próxima!


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Pilates para Crianças e Adolescentes

Mochila pesada, postura relaxada em frente a televisão e ao computador, ou mesmo na cadeira da escola, são fatores que contribuem para que crianças e adolescentes adquiram “maus hábitos” posturais.

O Pilates proporciona fortalecimento de grupos musculares importantes para a postura, aumenta o equilíbrio e a coordenação motora, promove a consciência física e mental com exercícios respiratórios.

O repertório de movimentos é baseado nos princípios da técnica, utilizando os equipamentos adaptados e seus acessórios diversos. Para crianças o elemento lúdico vai estimulá-la e, para os adolescentes o elemento desafiador vai ajudá-lo a formar um corpo sem dor e mais alinhado.

Enfim, o “bem estar físico e social são necessários para as crianças e adolescentes viverem bem”, afirma Katia Melito, professora de Pilates que desenvolve projeto infantil desde 2007.

 

Katia Cristina Melito Zapata Kinugawa
Educadora física – CREF 004278-G
katia.melito@ig.com.br
(11) 98528 9844


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O que é qualidade de vida para você?

Alguns amigos nos disseram qual o conceito de qualidade de vida para cada um deles, e quais as atividades mais importantes e que fazem diferença no dia a dia. Acompanhe a resposta de cada um:

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“Eu acredito que envolve boa alimentação, bom sono, atividade física, espiritualidade, lazer, vida social, “saúde” financeira… Enfim, equilíbrio em todos esses aspectos. ”
Angelita Mazza 

“É dormir bem, fazer aula de Pilates com a Camile e chegar em casa mais cedo para ver minha filha antes dela dormir.”
Victor Xandó

“É fazer Pilates na hora do almoço… no meio da bagunça da minha vida é parar na hora do almoço e fazer meu Pilates.”
Raquel Teixeira

“É respirar, é sentir o corpo e mexe-lo sem restrições. É equacionar o tempo, as preocupações e ansiedades. Se uma pessoa consegue tudo isso já é alguma coisa… ”
Gladys Fraiha

 “Primeiro poder fazer exercícios; segundo sentir flexibilidade no corpo todo… isto para mim é a melhor coisa. Sentir o corpo por completo e solto.”
Vanmge Azevedo

 “Muita música, gente bonita e vodka, e que eu possa usufruir disso tudo.”
Renato Reitzfeld

 “Não ter horário, ter tempo para a ginástica, alimentação… tudo o que é impossível. Não precisar ganhar dinheiro… já ter o suficiente.”
Adenilde Santos

 “É você gostar do que está fazendo.”
Wagner Rezende

 “É ter saúde para fazer tudo o que me traz bem estar e alegria.”
Pollyana Junqueira.

 

 


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Bem Vindo

Este espaço tem como objetivo compartilhar dicas e orientações de saúde, bem estar e atividade física. Com foco na fisioterapia, buscamos pesquisas e estudos sobre prevenções e tratamentos de diversas disfunções. Esperamos assim, contribuir com a melhoria da qualidade de vida de nossos leitores.

O blog está de cara nova e ficaremos felizes em receber sua opinião sobre nossos posts.

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